Artigos . Choque no cérebro

31/10/2016

Ao praticarmos exercícios físicos chegamos a um momento que nosso corpo não responde mais aos estímulos que lhes são enviados. Acreditava-se que a energia tinha se esgotado e assim chegado a fadiga muscular. Tanto ela quanto a tolerância ao exercício têm sido discutidas há décadas. A causa desses dois fenômenos tem sido atribuída a fatores periféricos, especialmente os que dizem respeito a alterações bioquímicas e estruturais, ocorridas dentro do músculo, ou pela incapacidade dos sistemas cardiovascular e respiratório de suprir de oxigênio e nutrientes. Entretanto discute-se que o sistema nervoso central desempenha algum papel no desenvolvimento da fadiga e no aumento da percepção subjetiva de esforço e, consequentemente, determinando o tempo de tolerância ao exercício. Com isso acredita-se que o exercício não é apenas iniciado pelo cérebro, mas também sua duração é determinada por ele.

Essa discussão teve inicio a partir dos estudos sobre fadiga que eram realizados em amostras de músculo retirada de animais.  Assim o resultado era limitado, pois as conclusões são dos fenômenos ocorrendo unicamente no músculo, já que o controle central sobre o ele foi retirado, ou seja, desconectado do cérebro. Mas novas tecnologias para estudar o sistema nervoso central estão permitindo entender melhor o papel do cérebro no desempenho esportivo. Dentre essas técnicas se destaca a estimulação transcraniana por corrente contínua. Neste método uma corrente elétrica bem fraquinha é aplicada no couro cabeludo e ela é capaz de modular a atividade do córtex logo abaixo do eletrodo.  Pesquisas demonstram que a aplicação de corrente estimulatória sobre o córtex motor é capaz de aumentar a tolerância ao exercício e até reduzir a percepção subjetiva de esforço, consequentemente melhorando o desempenho. E o mais interessante que este estímulo também pode aumentar a força em pessoas portadoras de lesão cerebral decorrente de AVE, Acidente Vascular Encefálico. Tais conclusões apontam que para aumentar o desempenho não basta apenas olhar para os fatores periféricos, como por exemplo, suplementação de carboidrato para prevenir a depleção de glicogênio (energia), mas usar estratégias que alterem o comportamento do sistema nervoso central, como a estimulação transcraniana, ou algo bem mais simples, como: música ou vídeo motivacional.

Artigos . Ciclo sem fim

13/07/2015

 Na Austrália cientistas conseguiram identificar uma ligação estreita entre a vida sedentária e a ansiedade, mesmo que não tenham ficado evidentes a causa e o efeito. De acordo com a pesquisa da Universidade Deakin, de Melbourne, as pessoas que ficam grande parte do dia sentadas em frente ao computador, à TV ou ao videogame são mais propensas a se sentirem ansiosas.

Entender fatores coligados à ansiedade é fundamental para desenvolver estratégias de como lidar com o problema, apontam pesquisadores.A pesquisa foi conduzida por Megan Teychenne, do Centro de Pesquisa de Atividade Física e Nutrição da universidade e publicada no periódico BMC Public Health.O estudo revela que o sedentarismo não favorece somente a obesidade: o risco de ser ansioso aumenta proporcionalmente de acordo com o tempo transcorrido de sedentarismo, como ficar parado ou sentado.Os pesquisadores analisaram estudos que tinham examinado especificamente a associação entre comportamento sedentário e ansiedade. Em todos eles, o sedentarismo está associado ao aumento do risco de ansiedade.Na sociedade em que vivemos, especialmente nos países desenvolvidos, ficar sentado por longos períodos se tornou uma norma, diz Teychenne. Como ponto importante é que existe uma relação entre estar sentado por longos tempos e ansiedade. E essa ligação certamente não é o único fator, mas é importante entender outros fatores comportamentais que podem estar coligados à ansiedade, e assim conseguir desenvolver estratégias baseadas na evidência para a prevenção e gestão desse problema que acomete milhões de pessoas.

 

Não se sabe se a ansiedade vem primeiro ou se é o estilo de vida sedentário. Na expectativa de mais pesquisas, aconselha-se aos sedentários aumentar a atividade física, que seguramente produz um estado psíquico e emotivo mais sereno e tranquilo. Outra recomendação para quem fica horas do dia sentado é um passeio (movimentar o corpo) de meia hora no mínimo para ter efeitos positivos seja sobre o físico seja sobre a saúde mental.

Artigos . No limite dos 100

21/09/2015

Centenários e supercentenários, os que atingem os 110 anos, são diferentes essencialmente, eles envelhecem mais devagar. Baixos níveis de inflamação podem ser a resposta, sugere um novo estudo realizado na Inglaterra e no Japão. Pessoas com poucas marcas de inflamações crônicas também tendem a ter menor propensão a doenças, o que significa que evitar inflamações pode ser a chave não só para viver mais, mas também para manter-se saudável com a idade avançada.

Tais pesquisas mostram que inflamações crônicas e sistêmicas são fatores chave no desenvolvimento de muitas doenças crônicas, incluindo ataques cardíacos, doenças vasculares periféricas e a maioria dos derrames. Além dos baixos níveis de inflamação, esta população saudável também tem telômeros mais longos. Que são as pontas das cadeias de DNA que protegem os cromossomos do envelhecimento. Acredita-se que a medida dos telômeros seja o melhor preditivo da saúde na idade avançada. Mas perto dos 100 anos, os níveis de inflamação são mais confiáveis para indicar as perspectivas de saúde e capacidade cognitiva.

        As principais descobertas mostraram que; Mesmo aos 80 anos e além, os filhos de centenários também têm boas chances de chegar aos 100 anos e tinham telômeros típicos de uma pessoa de 60 anos. Além de ter menos marcadores de inflamações crônicas, o que significa que as chances de uma vida longa e saudável são possivelmente explicadas pela genética.

Quer entrar para o clube dos centenários? Uma dieta antiinflamatória é um bom começo. Alimentos saudáveis, exercícios e o cultivo de emoções positivas, sem falar em reduzir o consumo de açúcar e comidas processadas, evitar o estresse e dormir bem. Controlar as inflamações regularmente isso desacelera o envelhecimento e, portanto, pode retardar várias doenças relacionadas à idade avançada, incluindo potencialmente a demência.

Artigos . 32 minutos por dia

28/09/2015

Muitos nem começam, outros começam e param. Muitas desculpas e pouco e empenho. Um dos pretextos mais usados é a falta de tempo. Isto está com os minutos contados a partir de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Harvard.

Estudos buscam o tempo mínimo de exercícios físicos com o máximo de melhora na saúde e longevidade. Tanto para combater o câncer quanto para prevenir o desgaste de órgãos vitais como cérebro e rins. E os cientistas chegaram ao consenso de que 225 minutos semanais de treinamento intenso, como corrida ou uma partida de tênis, são o suficiente. É o equivalente a pouco mais de 32 minutos por dia. A partir desse nível, os impactos na qualidade de vida permanecem os mesmos, segundo as estatísticas. O importante é ter o conhecimento que este tempo é o suficiente para se preservar a  saúde.

Mesmo pessoas que possuem rotinas completamente diferentes. Como por exemplo; quem corre três vezes por semana numa média de 30 minutos por dia, ou até quem participa de competições esportivas com preparação física elaborada com treinos diários de diferentes durações e intensidades de segunda a sexta-feira, podendo ir de uma hora até três horas por dia num total de 660 minutos semanais. Alcançam os mesmo índices para ser ter controle em relação à saúde e estas doenças citadas.

Os Pesquisadores desta universidade e do Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos se reuniram para analisar dados sobre a saúde e os hábitos de 661 mil pessoas. Com base em seis outros estudos, eles desenvolveram uma avaliação da quantidade e da intensidade dos exercícios e perceberam uma conexão com a longevidade de cada indivíduo. O foco principal foi encontrar um padrão entre os casos de câncer ou de doenças vasculares cerebrais comparados com a rotina física. E as descobertas sobre o formato da curva no gráfico de atividade física versus mortalidade mostraram que há um platô a partir de 225 minutos semanais. No quadro de estatísticas dos pesquisadores, os dois exemplos acima estariam distantes apenas 2% em riscos de mortalidade, apesar de um fazer 540 minutos a mais de exercícios por semana. Atividades consideradas “moderadas”, como caminhar, no entanto, demandariam mais tempo, segundo o estudo. O gráfico atinge o limite na média de 450 minutos semanais. A idéia é “mesmo um pouco é bom”. 

Artigos . Não começa aos 40

12/10/2015

O velho ditado não cabe mais, “a vida começa aos quarenta”. Cada vez mais sabemos que a prevenção na saúde pode ser um diferencial na vida. Como o processo de envelhecimento e as mudanças decorrentes dele têm início por volta dos 25 anos. É a partir desde período que devemos fazer nossa poupança de saúde para o futuro.

Como a mudança na composição corporal, onde ocorre uma diminuição da quantidade de água dentro das células, o aumento de gordura corporal e a diminuição da massa muscular é entre os 25 e os 40 anos. E esta diminuição da massa muscular tem relação direta com a redução no metabolismo. Menos músculos, mais lento fica o nosso sistema metabólico. É nesta fase que para se manter o organismo ativo o trabalho de força é de extrema importância para retardar esta perda. As principais causas apontadas como responsáveis pela redução seletiva da massa muscular são as diminuições nos níveis do hormônio do crescimento que acontece com o envelhecimento e dos níveis de atividade física do indivíduo. Fatores nutricionais, hormonais, endócrinos e neurológicos também devem ser lembrados, pois estão envolvidos na perda da força muscular que acomete esta população. Essas perdas iniciam-se significantemente após os 35 a 40 anos de idade, e vão se agravando a cada ano que passa.

                Então ai vai algumas dicas:

Procure trabalhar todos os grandes grupos musculares (peitoral, costas, músculos da coxa, perna e quadril);

Os estímulos devem ser equilibrados para todos os músculos;

Aumente as cargas gradativamente;

Para quem faz somente exercícios aeróbios, como caminhada, corrida ou bike, inclua exercícios de força, isso intensificará o seu programa de emagrecimento;

Faça treinos alternados por segmentos em dias alternados;

Mude sempre os exercícios e métodos de treinamento, isso resultará em mais perda de gordura corporal, menos flacidez, e melhora na massa óssea;

De extrema importância que um profissional avalie o seu condicionamento físico; mobilidade articular e força, para em seguida indicar um programa de treinamento sem riscos à saúde. E por último, descanse! O descanso faz parte do treino, pois é com ele que acontece a recuperação muscular.

Artigos . Em pé para aprender

02/11/2015

Dois estudos, tanto na Europa como nos Estados Unidos estão mostrando uma tendência para melhorar o aprendizado infantil. Estudar em pé. Para muitos fazer exercício físico três vezes por semana é suficiente para manter um estilo de vida saudável, mas o pesquisador James Levine diz que não.

Segundo o pesquisador, como os adolescentes americanos ficam muitas horas nesta posição, ele chegou a criar um nome para esse hábito chamando a "doença do sentar", por que duas horas em repouso são suficientes não só para baixar a taxa do bom colesterol do sangue, como aumentar a taxa de açúcar e diminuir a circulação. Ele afirma ainda que ficar muito tempo parado atrapalha também a capacidade de raciocínio. Muitas escolas americanas já adotaram mesas elevadas e a medida surpreendeu: houve um aumento nas notas dos alunos entre 10% a 15%. Outro detalhe revelado, em média, uma pessoa passa cerca de sete horas por dia sentada, mas em alguns casos, dependendo da ocupação e do estudo, chega a até 15 horas. Se for incluído o período de sono, esse tipo de sedentarismo chega a ser tão perigoso quanto o hábito de fumar.

Outro pesquisador da Escola de Saúde Pública, do Texas, descobriu que assistir às aulas em mesas altas faz com que as crianças percam até 17% mais calorias em um dia. No caso de crianças obesas, esse número pode chegar aos 30%, ferramenta poderosa no combate à obesidade infantil. Já uma escola britânica conseguiu aumentar a concentração das crianças na sala de aula e decidiu da mesma maneira fazendo o inusitado. No lugar de sentarem-se em suas cadeiras, ficam em pé atrás de suas mesas. Os professores dizem estar felizes com os resultados. Uma professora afirmou, - "Eles estão se comportando melhor, a concentração deles está melhor e quando é dada a opção, eles querem continuar em pé ao invés de voltar a sentar”.  Nesta escola os alunos ainda são monitorados de duas maneiras - com um pedômetro, localizado na cintura, que controla a quantidade de atividade física realizada e um monitor de atividade, que detecta se o aluno está sentado ou em pé. Peso, altura, pressão arterial, circunferência da cintura e habilidades motoras também serão registrados.

Segundo o médico responsável que explicou o objetivo do estudo: “Queremos ver se podemos mudar o comportamento dos alunos. Nós sabemos que se você estabelece estilos de vida saudáveis no início da vida, eles podem permanecer até a idade adulta”

Artigos . Exercício da leitura

09/11/2015

Em época de feira do livro, todos são leitores. Mas isto poderia ser hábito. Passeando pela feira percebi o quanto as pessoas se esforçam para colocar a leitura em seu dia a dia. Mas muitos não o conseguem. Esta prática é tão benéfica ao cérebro quanto ao corpo.

Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Oxford descobriu que a leitura de livros é tão proveitosa para o corpo quanto os exercícios físicos. A leitura não só aumenta a inteligência da pessoa, mas também tem um impacto positivo sobre a sua saúde física e mental. Apenas 6 minutos de leitura podem reduzir os níveis de estresse em dois terços, o que é mais eficaz do que a musicoterapia ou uma simples caminhada.  Em outro estudo publicado na revista de Medicina Pediátrica e Adolescente aponta que jovens que passam a maior parte do tempo ouvindo música são mais propensos a desenvolver o transtorno depressivo do que aqueles que aproveitam o tempo livre para ler livros. Os pesquisadores acompanharam os participantes durante dois meses e pediram para relatarem se estivessem usando um dos seis tipos de mídia: jogos de videogame, filmes, música, internet, revistas ou jornais e livros. Foi observado que os jovens que escutaram música mais frequentemente tiveram 8,3 vezes mais probabilidade de ficar deprimidos. No entanto, aqueles que tiveram maior contato com a leitura apresentam até dez vezes menos chance de desenvolver o quadro depressivo. O importante ressaltar que a leitura esta associada com uma menor probabilidade de depressão, pois em geral a leitura de livros está diminuindo, enquanto quase todas as outras formas estão aumentando. O transtorno depressivo é a principal causa de incapacidade no mundo e seu desenvolvimento é comum na adolescência. Segundo o Instituto de Saúde Mental dos Estados Unidos, a doença atinge um em cada 12 adolescentes.

 

Uma nova forma de ler esta cada vez mais tomando conta desta geração. São os e-books. Que transformariam o ritual da leitura, solitário por excelência, em uma cerimônia coletiva, onde o principal agente transformador é o ambiente. Os jovens, quando conectados, alternam suas atividades a cada três minutos, o que é uma combinação ainda melhor para o cérebro e o corpo. Os exames de ressonância magnética no cérebro das pessoas em processo da leitura mostram que a leitura ativa na mente as mesmas áreas que a atividade física.

Artigos . Base do equilíbrio

16/11/2015

Com o número cada dia maior de provas de rua e de seus participantes, um cuidado básico, mas muitas vezes esquecido é fundamental. A forma de pisar. Uma pisada torta pode estar relacionada com problemas relacionados a alterações em toda a parte inferior do corpo

A avaliação da pisada analisa duas características: o tipo de pisada e de aterrissagem dos pés no solo. Este diagnóstico pode ser feito por meio da filmagem do movimento, assim como pela análise em plataformas de força. Permitindo assim elaborar estratégias para corrigir desvios no movimento dos pés e limitar a sobrecarga nas articulações do pé e tornozelo, enquanto que o de aterrissagem atua no controle do impacto que o exercício provoca sobre o corpo. Uma pisada torta pode levar a problemas mais graves, como alterações no quadril, nos joelhos ou na estrutura musculoesquelética de toda a parte inferior do corpo. Por meio destas análises é possível identificar quadros de alterações na postura e na mecânica da marcha, movimento realizado durante a caminhada e a corrida.

Os principais tipos de pisada são: a pronada (rotação excessiva para dentro forçando a porção medial do pé), a supinada (rotação insuficiente para dentro ou até rotação para fora forçando a porção lateral do pé) e a neutra (ligeira rotação para dentro – distribuição equilibrada das forças pelo pé). Já em relação à aterrissagem, o retorno ao solo pode acontecer pela parte anterior ou posterior do pé. Uma forma simples de identificar qual é o seu tipo é observar a sola do calçado depois de muito uso. Haverá um desgaste maior no local onde o pé faz mais pressão ao pisar.

Quem já apresenta queixa em relação à movimentação dos pés, o acompanhamento por um especialista é fundamental. Caso contrario pode ocorrer degeneração do aparelho muscular e esquelético, além de desgastes nas articulações, fraturas por estresse e tendinites. A análise da pisada é apenas um dos fatores para prevenção de lesões que também envolve exercícios de fortalecimento, flexibilidade e equilíbrio.

A escolha do calçado pode interferir nesses mecanismos. O principal aspecto que deve ser observado é o conforto que proporciona aos pés. A escolha também deve buscar o controle de desvios e proteção, mas precisa ser acompanhada por uma orientação bem mais completa e complexa, incluindo a correção da pisada e um trabalho específico sobre as estruturas envolvidas nos movimentos dos pés, do quadril e de todo o membro inferior.

Artigos . Onde não há doença

14/12/2015

Quando se busca incessantemente pela saúde, em vez de trazê-la, acham-se doenças. E a primeira delas é a emocional. Até que ponto a obsessão pela saúde perfeita leva realmente à saúde perfeita?

 A busca por corpo e mentes saudáveis ganhou aliados poderosos com o avanço da tecnologia e já é possível cuidar do ser humano desde quando se é um bebê na barriga até a velhice. Os exames, equipamentos avançados, precisão de resultados aliados à mudança de mentalidade e a busca por alimentação adequada e exercícios físicos não são garantias, mas são fundamentais na prevenção de doenças. É muito importante não partirmos para overdiagnosed, ou seja, diagnósticos em excesso. E isso é complexo até porque o diagnóstico da maioria das doenças deve ser clínico, ou seja, ter sintoma, apontar um problema a resolver, nunca um autodiagnostico ou automedicação. É muito importante à busca da saúde nas diversas fases da vida, mas com um especialista.  Na infância e adolescência é preciso ter um pediatra e vacinar. Na adolescência e adulto, ter acompanhamento de um clínico e reforçar a vacinação. No caso das meninas, tomar a vacina do HPV. E o idoso ir ao geriatra e já há muito tempo são ouvidos preventivamente em idades menores. São esses profissionais que avaliam a necessidade de fazer exames. O importante no caso do idoso é como se cuidar durante a vida adulta para se tornar um octogenário saudável. Hoje, apenas 1% da população brasileira tem 80 anos ou mais, mas esse número deverá quintuplicar até 2050. Para ele, é preciso ter em mente quais são os problemas pelos quais as pessoas adoecem e morrem no Brasil. E, a partir daí, utilizar métodos comprovados para tratar, detectar precocemente ou mesmo prevenir essas doenças.

A maioria dos brasileiros vem adotando um estilo de vida sedentário, com dieta hipercalórica, pouca exercício físico e ganho de peso. Por outro lado, há aqueles excessivamente preocupados com a saúde que extrapolam em dietas, exames sem necessidade, medicações e atividades físicas intermináveis. Equilíbrio é a palavra de ordem.

Artigos . Recomeço prazeroso

11/01/2016

O ano está apenas começando e boa parte da população já está procurando alguma atividade física para entrar em forma. E para ajudar nesta empreitada é necessário colocar em prática todas aquelas promessas e resoluções de ano novo. Se um de seus objetivos era começar a malhar, mas você não encontra nenhuma motivação pra isso, saiba que é preciso ter muita força de vontade para superar essa preguiça. Para ajudar a afastar, de uma vez por todas ela do seu dia a dia e conseguir dedicar um tempo ao seu corpo, Invista em si mesmo. Priorizar o emocional é muito importante para entrar em contato com as suas dificuldades e também facilidades. O autoconhecimento contribui muito para a percepção dos interesses, habilidades e consequentemente a realização das escolhas. Então faça as certas. Faça o que gosta, busque uma atividade que seja prazerosa para você. Desta forma as chances de você se desmotivar serão menores e a preguiça passará longe.

 Defina seus objetivos: quando você tem uma meta bem estabelecida, fica mais fácil encontrar motivação para chegar aonde deseja.  Se respeite: não adianta exagerar, se você for além dos limites do seu próprio corpo, pode acabar se lesionando e isto fará com que você tenha de se ausentar dos treinamentos por um período que varia de acordo com o grau da lesão desenvolvida. É um prato cheio para a preguiça tomar conta de você novamente.

Descansar é necessário: entenda que o repouso é uma parte importante de qualquer rotina de atividades físicas. Sem ele, seu corpo não consegue recuperar as energias gastas, fazendo com que o cansaço se acumule e abrindo as portas para a preguiça. Faça por você: não queira mudar ou atingir um objetivo para provar algo a alguém. Queira ser mais saudável por você mesmo. A luta contra a preguiça é sua. Aproxime-se de quem pratica atividades físicas: estar perto de quem já tem o hábito de se exercitar, te dá motivação para se movimentar também.

Existem tantas opções de exercícios físicos e atividades físicas, que com disciplina e dedicação uma delas servirá para alcançar a tão sonhada promessa de final de ano.

 

Artigos . Recomeço prazeroso

11/01/2016

O ano está apenas começando e boa parte da população já está procurando alguma atividade física para entrar em forma. E para ajudar nesta empreitada é necessário colocar em prática todas aquelas promessas e resoluções de ano novo. Se um de seus objetivos era começar a malhar, mas você não encontra nenhuma motivação pra isso, saiba que é preciso ter muita força de vontade para superar essa preguiça. Para ajudar a afastar, de uma vez por todas ela do seu dia a dia e conseguir dedicar um tempo ao seu corpo, Invista em si mesmo. Priorizar o emocional é muito importante para entrar em contato com as suas dificuldades e também facilidades. O autoconhecimento contribui muito para a percepção dos interesses, habilidades e consequentemente a realização das escolhas. Então faça as certas. Faça o que gosta, busque uma atividade que seja prazerosa para você. Desta forma as chances de você se desmotivar serão menores e a preguiça passará longe.

 Defina seus objetivos: quando você tem uma meta bem estabelecida, fica mais fácil encontrar motivação para chegar aonde deseja.  Se respeite: não adianta exagerar, se você for além dos limites do seu próprio corpo, pode acabar se lesionando e isto fará com que você tenha de se ausentar dos treinamentos por um período que varia de acordo com o grau da lesão desenvolvida. É um prato cheio para a preguiça tomar conta de você novamente.

Descansar é necessário: entenda que o repouso é uma parte importante de qualquer rotina de atividades físicas. Sem ele, seu corpo não consegue recuperar as energias gastas, fazendo com que o cansaço se acumule e abrindo as portas para a preguiça. Faça por você: não queira mudar ou atingir um objetivo para provar algo a alguém. Queira ser mais saudável por você mesmo. A luta contra a preguiça é sua. Aproxime-se de quem pratica atividades físicas: estar perto de quem já tem o hábito de se exercitar, te dá motivação para se movimentar também.

Existem tantas opções de exercícios físicos e atividades físicas, que com disciplina e dedicação uma delas servirá para alcançar a tão sonhada promessa de final de ano.

 

Artigos . Coração e água

18/01/2016

Nesta época do ano as pessoas costumam intensificar a prática de exercícios físicos e alguns cuidados devem ser tomados para garantir bons resultados sem riscos a saúde, e para isso é preciso hidratar-se bebendo água na mediada certa. Ela desempenha uma função de termorregulador corporal e durante a prática esportiva quando ocorrem perdas significativas de eletrólitos e sais minerais (sódio, potássio) que são fundamentais para a regulação das funções orgânicas do corpo ela também é fundamental.

O volume de suor que perdemos varia muito, dependendo da intensidade e duração do exercício, as consequências da desidratação podem ser muito graves, trazendo prejuízos para o sistema cardiovascular. Alguns exemplos de alterações são: aumento da frequência Cardíaca e da respiração e dificuldades na circulação, ocasionando formigamentos. Vale ressaltar que a desidratação promove o aumento do ritmo cardíaco devido a diminuição do volume sanguíneo, fazendo com que coração trabalhe sob pressão. Se a desidratação for de 10%, a pessoa pode ter tonturas, dificuldades de concentração e até espasmos musculares. Para evitá-la é fundamental ingerir até 500 ml de água, 2h antes da prática dos exercícios. Quando estes forem de duração de 1h é importante que durante a prática (se possível a cada 20 minutos), a pessoa beba um copo de água (cerca de 150 ml a 350 ml) e após o exercício realize uma refeição rica em carboidrato para repor o glicogênio que foi gasto durante o exercício além de se hidratar reparadora. Quanto a ingestão de isotônico, seu consumo deve ser sempre feito com recomendação de um profissional qualificado, visto que não são todas as modalidades esportivas que necessitam de uma reposição hidroeletrolítica mais intensa. São indicados para corridas e exercícios de longa distância. O consumo excessivo de isotônicos pode causar hiper-hidratação, ocasionando dores de cabeça, náuseas e até vômitos.

 

No contexto da época e do clima é muito importante de forma geral, manter uma alimentação equilibrada e ter atenção para uma hidratação adequada, só assim haverá uma garantia de qualidade de vida associada a prática do exercício físico.

Artigos . Atenção nas férias

01/02/2016

Em época de férias escolares, as atenções devem estar voltadas aos pequenos esportistas. Nesta fase do ano que acontecem inúmeros acidentes com crianças que praticam atividades físicas.

Segundo levantamento de uma Organização Não Governamental em hospitais de São Paulo, a segunda maior causa de chegada de crianças nos Pronto Atendimentos tem relação com a prática esportiva. E para ajudar pais e professores na tarefa de prover mais segurança nestas atividades, foi criada uma Cartilha para Prevenção de Lesões no Esporte. O material lista as principais lesões, os cuidados específicos com os esportes, assim como estabelece os meios para prevenir estes acidentes. Estudos comprovam que 90% de todos os acidentes podem ser evitados.

Entre as lesões mais comuns citadas na cartilha, estão as lesões por esforço repetitivo, lesões ósseas, distensões musculares, trauma na cabeça, afogamento e desidratação. Esta última, aliás, se torna uma preocupação ainda maior em um país como o nosso, de clima quente e úmido. Para prevenir a desidratação, é necessário ter sempre ao alcance uma garrafa de água e beber dela a cada 30 minutos no máximo. Assim como a especialização esportiva precoce pode sobrecarregar uma criança que pratica determinado esporte, para isso o alongamento dos músculos, o aquecimento corporal e o descanso são os principais aliados no combate a lesão por esforços repetitivos.

O uso de equipamentos de proteção é fundamental. A concussão, ou trauma na cabeça, se não tratadas precocemente, podem trazer danos cerebrais em longo prazo e até a morte. Seus sintomas ocorrem no momento ou horas depois do ocorrido e são: confusão mental, perda de equilíbrio, perda de consciência, sensibilidade à luz, náusea e vômito, dor ou pressão na cabeça e visão dupla ou turva. Os afogamentos são casos a serem tratados com muita atenção, já que no estado estão em números alarmantes nestes primeiros dias do ano. Então, supervisão de adultos, introdução de crianças na água, conscientização sobre a diferença entre piscinas, rios e mar na prática são algumas das dicas para evitar este que pode ser um trágico acidente.

Toda e qualquer atividade física sem o devido acompanhamento de adultos ou os cuidados básicos para um exercício seguro é potencialmente um fator de risco a integridade física da criança.

Artigos . Hipertermia fatal

08/02/2016

Uma competição em condições bem mais difíceis que as habituais, colocam a prova não somente a capacidade física dos participantes, mas também os coloca em risco de morte. O que aconteceu na prova que tem como objetivo ir de Torres a Tramandaí pelas areias do litoral gaúcho, não foi um fato isolado nas competições com temperaturas elevadas, terrenos acidentados e umidade alta. A morte de um participante por hipertermia alerta para como devemos encarar tais desafios.

Hipertermia é o nome dado ao aumento da temperatura corporal. Dentre as causas mais comuns encontram-se as atividades físicas de alta intensidade sem hidratação adequada e em condições ambientais desfavoráveis. Para que a nossa temperatura seja mantida durante diversas atividades, o calor gerado internamente deve ser igual ao perdido para o meio ambiente, e esse mecanismo pode ser influenciado tanto por causas internas quanto externas.

Em exercícios físicos de alta intensidade, como corridas de longa distância no caso citado, a geração de calor endógeno pode aumentar em até 20 vezes. O aumento da temperatura causa vasodilatação cutânea e ativação de glândulas sudoríparas, ocorrendo a transpiração. Sendo o suor o responsável pela eliminação do calor excessivo do nosso corpo. Durante as competições atléticas de resistência, a temperatura corporal quase sempre aumenta de seu nível normal de 37 para 40ºC. Todavia, em condições muito quentes e úmidas, ou com excesso de roupas, a temperatura corporal pode atingir até 42ºC. Neste nível a própria temperatura elevada torna-se prejudicial para as células teciduais, sobretudo as cerebrais. Quando isso ocorre começam surgir múltiplos sintomas, incluindo fraqueza extrema, exaustão, cefaléia, tontura, náusea, sudorese abundante, confusão mental, esgotamento e até inconsciência.

     No tratamento a reidratação, afastamento das fontes externas de calor, resfriamento do corpo em ambiente fresco, ventilado e repouso e até pacotes de gelo sobre o corpo promovem o abrandamento da temperatura corporal. Medidas preventivas podem ser tomadas, tais como: evitar horários de maior incidência do Sol, roupas inadequadas, bebidas quentes e alcoólicas devem ser evitadas e a hidratação com água é fundamental.

Artigos . Minutos que salvam

15/02/2016

Embora uma grande quantidade de pesquisas científicas já tenha comprovado os vários benefícios da prática de atividade física, inclusive em relação à redução do risco de mortes prematuras, nenhum estudo havia estabelecido quantos anos cada tipo de exercício feito nos momentos de lazer pode acrescentar à vida de uma pessoa, tanto em relação aos indivíduos de peso normal quanto aos obesos. Foi o que fizeram em um novo estudo pesquisadores da Universidade de Harvard, eles mostraram que unir momentos de folga a exercícios físicos pode acrescentar até sete anos na longevidade de uma pessoa.

Os autores levantaram dados de seis estudos diferentes sobre atividades de lazer que, ao todo, envolveram mais de 650.000 participantes de 21 a 90 anos, sendo a maioria acima dos 40 anos de idade. São consideradas atividades físicas de lazer aqueles exercícios cuja prática não é obrigatória e nem tem data e horário certo para acontecer. São atividades como esportes amadores, caminhadas ou corridas ao ar livre e um passeio de bicicleta. Uma caminhada rápida, por exemplo, o nível mínimo que é necessário para aumentar a longevidade é o acréscimo de 75 minutos por semana. Essa atividade, em comparação com não praticar nenhuma atividade, acrescenta 1,8 anos na expectativa de vida de uma pessoa acima dos 40 anos de idade, segundo a pesquisa. Os resultados ainda mostraram que esse mesmo exercício, se realizado 150 minutos por semana, que são os níveis recomendados pela OMS eleva em 3,4 anos a longevidade de uma pessoa. Se praticado durante 450 minutos semanais, esse aumento chega a 4,5 anos. Essa associação foi encontrada entre homens e mulheres e tanto entre indivíduos de peso normal quanto entre aqueles com sobrepeso ou obesidade. No entanto, quando os pesquisadores compararam indivíduos com obesidade severa (índice de massa corporal maior do que 35) que eram sedentários a pessoas de peso normal que cumpriam 150 minutos de caminhada rápida por semana, o aumento da expectativa de vida foi de 7,2 anos.

A obesidade, portanto, foi relacionada a um menor aumento da expectativa de vida. A obesidade é certamente um fator de risco sério a saúde.

Artigos . Gastando em repouso

22/02/2016

Nos últimos dias recebi inúmeras perguntas sobre uma reportagem a qual tratava sobre gordura corporal e como fazer para manter o corpo queimando calorias mesmo após o termino dos exercícios.  Acelerar o metabolismo, esse é o termo mais comentado quando se fala em emagrecimento. Mas, é possível acelerar o metabolismo? Como se faz isso?

O que foi tratado na reportagem chama-se EPOC “Excess post excersise oxygen consumption” ou em português: excesso de consumo de oxigênio pós-exercício. Que é a capacidade do organismo em continuar consumindo calorias mesmo depois do treino, ou seja, toda atividade física eleva os níveis de consumo de oxigênio e mesmo após o exercício o organismo leva um determinado tempo para voltar aos níveis normais. Nada mais é do que o intervalo que o organismo leva para se recuperar e retornar aos níveis energéticos de repouso. Segundo estudos, o gasto calórico possui relação direta com o consumo de oxigênio e considera-se que a cada litro de O2 consumidos, aproximadamente 5 kcal são geradas no organismo. Durante o EPOC o metabolismo se mantém em média 15% acima do normal, mesmo se estivermos descansando, e acredita-se que o objetivo principal seja a restauração dos níveis fisiológicos normais utilizando como fonte energética principal para este processo a gordura.

Vale lembrar que quanto mais intenso for o treinamento maior o tempo que o corpo precisa para se recuperar, mantendo o metabolismo acelerado. Uma corrida de 30 minutos com frequência cardíaca média de 80% pode manter o corpo trabalhando por 8 horas após o exercício. Mas o mais legal que a campeã em EPOC é a musculação, muito acessível à todos. Uma hora de treino com intensidade moderada pode queimar cerca de 300 calorias. Seu EPOC normalmente dura de 12 a 24 HORAS, podendo chegar até a 36 ou 48 HORAS, dependendo da intensidade, ou seja, do tempo de treino e da carga utilizada. No entanto, nessa atividade os efeitos do EPOC se prolongam em médio e longo prazo, somente depois de alguns meses treinando.

Artigos . Produzindo bem-estar

07/03/2016

Um dos aspectos mais importantes em nossa vida é a qualidade com que levamos esta vida adiante. Podemos ter diversos cuidados ao longo da nossa rotina diária que impactarão, de forma significativa, a nossa qualidade de vida. Os cuidados que podemos ter incluem: sono adequado, alimentação balanceada e hidratação, realizar atividades físicas e exercícios regulares, controlar o estresse, conviver com nossos familiares e cultivar as amizades e a capacidade de levar uma vida plena e produtiva em nossos trabalhos. 

Recentemente, uma empresa calçadista ao entender esta dinâmica e também preocupada com a qualidade de vida e bem-estar físico dos seus funcionários realizou uma pesquisa para verificar o que poderia ser feito para auxiliar neste aspecto. O resultado desta pesquisa evidenciou que as pessoas já possuem um certo nível de conhecimento (embora ainda carente de melhor compreensão e entendimento sobre o tema) sobre quais fatores mais impactam o seu bem-estar físico. No geral, apenas um quarto dos funcionários apresentaram um nível baixo de atividade física, poucos são fumantes, 95% delas dormem entre 6 a 8 horas diárias, mas em torno de 22% já estão obesas e 36% estão com sobrepeso corporal. Quando perguntadas o que fazem para ter um bem-estar físico, a maioria citou espontaneamente que procuram envolverem-se na prática de atividades e exercícios físicos regulares (56% dos casos) e também um terço cuidam da sua alimentação no dia-a-dia.

Os resultados também apontaram diversas estratégias que a direção da empresa poderá realizar no sentido de promover este bem-estar. Dentre as principais estratégias, destacamos que os funcionários gostaram da idéia de participar de grupos de caminhada, de participar em ciclos de palestras sobre atividades e exercícios físicos e saúde, e também a possibilidade de implantação de um programa de ginástica laboral. A análise dos níveis de desconforto corporal durante a jornada de trabalho mostrou que há necessidade de investigar um pouco mais a fundo as posturas dos funcionários durante a realização das tarefas produtivas, com o objetivo de diminuir alguns dos efeitos de posições prolongadas nos postos de trabalho.

Enfim, este caso serve como referência para conduta em um segmento industrial que pode ainda aperfeiçoar-se nesta área, aumentando a qualidade de vida de seus colaboradores, com impacto positivo na produtividade.fonte: Claudio Fagundes Pereira-Consultor em Projetos de Pesquisas

Artigos . Varizes, Não.

14/03/2016

Sete em cada dez pessoas sofrem com varizes. Nas mulheres elas têm aparecido cada vez mais cedo e os homens também sofrem com um tipo que é hereditário. Existem formas de evitar ou, ao menos, minimizar esse problema, como: fazer exercícios físicos regulares, controlar o peso e não ficar muito tempo sentado ou em pé. O problema vai muito além da beleza e pode causar fortes dores.  As varizes aparecem quando as veias se dilatam e deixam de serem retas, ficando saltadas e mais visíveis externamente. O tratamento precoce é fundamental para se evitar complicações futuras com as veias. Elas podem ser causadas por fatores genéticos, hormonais e pelos hábitos do dia a dia. Sendo mais comuns depois dos 35 anos, podendo se agravar com o tempo. 50% da população por volta dos 50 anos sofrem com varizes. Se a idade subir para 70 anos, os casos ficam mais comuns nas mulheres, o que representa 75 % desta população.  

Colocar o corpo em movimento ajuda na circulação e, como consequência, evita estes casos. A atividade física otimiza o retorno venoso nos membros inferiores pelo trabalho das panturrilhas e bombas plantares dos pés que impulsionam o sangue de volta para o coração ajudando assim a um fluxo venoso mais consistente. Caminhada, ciclismo e até musculação estão na lista de atividades que ajudam a evitar os problemas com as veias. Há um mito de que a musculação não é indicada para quem tem varizes ou quer prevenir o problema. Para tal, devemos ter cuidado em casos muito avançados de insuficiência venosa já estabelecida. Na maioria dos casos, a musculação protege o indivíduo.

Entretanto, o ideal é manter os limites tanto os que foram determinados pelo médico quando os que o treinador determinou.É de suma importância também ficar atento ao excesso de carga. Troque a sobrecarga por um número maior de repetições ao executar movimentos como agachamento ou leg press. Para quem tem predisposição, evitar exercícios no qual a pessoa fique parada por muito tempo é uma recomendação importante. E ao termino dos exercícios elevar as pernas é um procedimento sempre muito favorável a prevenção de varizes, auxiliando assim o retorno venoso das extremidades inferiores para o centro do corpo.

Artigos . Do ovo ao chocolate

28/03/2016

Desde muito antes da era cristã a tradição nórdica de presentear com ovos pintados de motivos de natureza para celebrar a chegada da primavera fazia parte da cultura. Que celebrava Ostera, a deusa da estação, simbolizada por uma mulher que segurava um ovo em sua mão e observava um coelho, representante da fertilidade. Os cristãos se apropriaram da imagem do ovo para festejar a Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus. Foram necessários mais 800 anos para que, no século XVIII, confeiteiros franceses tivessem a idéia de fazer os ovos com chocolate.

Como nos dias de hoje não se desassocia páscoa de chocolate, é sabido que esta substância dos Deuses era venerada pelos Maias e Astecas como sagrada e que seus benefícios realmente a elevam a outro status. Como diversas pesquisas já comprovaram que o chocolate pode fazer muito bem à saúde. Pele, intestino, cérebro e coração são alguns dos órgãos que se beneficiam da ação de cinco substâncias presentes no doce: flavonóides, polifenóis, teobromina, feniletilamina e cafeína. Os flavonóides e polifenóis são antioxidantes que combatem os radicais livres e, assim, previnem o envelhecimento celular do organismo, inclusive da pele. Esta mesma substância ajuda na produção de oxido nítrico que é um regulador da pressão arterial. Já a teobromina, feniletilamina e cafeína estimulam o sistema nervoso central e promovem sensação de prazer e bem-estar. Fazendo o chocolate ser tão popular, pois a combinação entre gosto bom e benefícios físicos e psicológicos é quase consenso. Serve também para os idosos.

Um estudo feito na Universidade de Áquila, na Itália, diz que os derivados do cacau podem melhorar a cognição — processos mentais que são responsáveis pelo pensamento, percepção, classificação, juízo, imaginação e linguagem e a memória nesta população. O risco de acidente vascular cerebral (AVC) também pode ser reduzido. Em outra pesquisa foi revelada que homens que comem 10 gramas de chocolate por dia podem ter 17% menos risco de sofrer um derrame. Diante de tantos benefícios, a escolha não podia ser melhor para representarmos a Páscoa.

Artigos . Superidosos

04/04/2016

Sem a descoberta da penicilina e um saneamento básico inexistente que deixavam muitas doenças de forma latente e sem a devida prevenção. Nos anos de 1900 a expectativa de vida do brasileiro era de pouco mais de 30 anos Segundo o IBGE, quem nascer em 2020 viverá em média 76,7 anos, é um aumento considerável. A proporção dos Superidosos, aqueles com 80 anos ou mais em 2060, representarão 8,76% dos habitantes no país.

O processo de envelhecimento do corpo humano é inevitável. Com o passar dos anos, o metabolismo basal, que é a quantidade de energia que o nosso corpo precisa diariamente para sobreviver, diminui. O organismo passa a funcionar mais lentamente e de modo menos eficiente. Também com o tempo, os músculos, que são a principal fonte consumidora de energia no corpo, reduzem de tamanho e, dessa forma, também se reduz o consumo energético. Com isso, há uma tendência natural ao acúmulo de gordura no corpo, que a cada ano precisa de menos energia, mas que dificilmente é acompanhada pela diminuição da ingesta calórica. Com isso, há uma tendência natural ao acúmulo de gordura no corpo. Outro detalhe. Durante muito tempo pensou-se que a sensação de falta de fôlego que um idoso sentia ao subir uma escada ocorria devido a uma fraqueza do sistema cardiorrespiratório. Na verdade, hoje se sabe que essa hiperventilação acontece como resposta a um estímulo na musculatura das pernas. Para realizar este esforço, a musculatura começa a produzir ácido lático, que se concentra há medida que as pernas se movimentam. Isso faz com que o coração bata mais rápido, para que o sangue chegue mais rapidamente no músculo e retire o ácido ali acumulado. É aí que se dá a sensação de fôlego no limite, quando na verdade o que está fadigado são os músculos das pernas.

Com as pernas fortalecidas, o esforço de subir uma escada ou ladeira não exigirá mais a capacidade máxima, diminuindo a produção do ácido lático, responsável por desencadear todo o processo orgânico causador do cansaço e da falta de fôlego. Então, alimentação saudável e exercícios físicos devem nos acompanhar em todas as fases da vida.

Artigos . No frio é melhor

20/06/2016

Melhora o rendimento, reforça o sistema imunológico e emagrece. Um estudo feito pela Universidade de Essex no Reino Unido, afirma que é benéfico sair para correr ou pedalar com temperaturas baixíssimas. Com a perda de temperatura corporal, nosso organismo se vê obrigado a aumentar a atividade metabólica para que as células consumam mais energia e a transformem em calor, o que acarreta um maior gasto calórico. Este aumento se da por duas vias, por um lado, as contrações dos nossos músculos durante a atividade causam um elevado gasto calórico, e por outro, para corrigir os desequilíbrios de temperatura, ar e líquidos corporais que o exercício ocasiona, nosso organismo precisa manter processos ativos que também aumentam o consumo de energia.

Em um trabalho publicado no Journal of Applied Physiology, concluiu que a exposição ao frio sob os efeitos do exercício aumenta o número de leucócitos e granulócitos, responsáveis pelo funcionamento do sistema imunológico. Mas quando adicionamos a uma atividade muito exigente ou prolongada uma temperatura exterior excessivamente baixa, o efeito pode ser o contrário. Essas adaptações elevam a capacidade cardíaca, há um aumento dos litros totais de sangue e dos litros de ar por minuto que somos capazes de respirar em exercício de alta intensidade, além de haver crescimento das células musculares. Com o exercício aumentamos a quantidade de plasma no sangue, o que favorece também a hidratação. Além de liberar substâncias químicas no cérebro, que são os neurotransmissores, endocanabinóides e endorfinas, que ajudam a recobrar o estado de bem-estar e diminuir os episódios de depressão.

No entanto, não se trata tampouco de nos lançarmos à rua para praticar esportes sem mais nem menos, com um frio gélido. É imprescindível proteger a cabeça e o pescoço, que são as regiões do corpo onde perdemos até 50% de calor. E também tomar cuidado com as partes mais distais, longe do centro corporal, como os pés e as mãos, com maior tendência ao congelamento. O ideal é vestir-se em três camadas: a primeira deve ser hidrófuga, ou seja, que expulse o suor para que não fiquemos frios. A segunda tem de ser térmica. Já a última deve ser corta-vento, impermeável e transpirável. Assim como todas estas regras cumpridas poderemos tirar o que há de melhor desta temporada.

Artigos . Extremos que matam

04/07/2016

Como a temperatura corporal é mantida por meio do balanceamento entre a produção de calor gerada pela combustão alimentar, fígado e músculos, e a perda calórica. Qualquer destas variáveis que saía dos níveis aceitáveis faz com que haja desequilíbrio na nossa fisiologia.  

Tanto o frio como o calor extremo é capaz de levar uma pessoa à morte rapidamente. Quando levamos nosso organismo a condições excepcionais e ele para se manter, provoca algumas mudanças fisiológicas tentando sobreviver. E estas mudanças são respostas comportamentais termorregulatórias, sendo as mais importantes: vasomotora, que se caracteriza pela vasodilatação e a sudorese para o calor e pela vasoconstricção e piloereção, assim como o tremor, que aumenta o consumo de oxigênio e a taxa metabólica em resposta ao frio.

Um super estudo publicado na revista The Lancet, mostrou que o tempo frio mata 20 vezes mais pessoas do que o clima quente em todo o mundo. A explicação é que o clima frio traz mais doenças e também provoca congelamento. Para chegar à conclusão, a equipe analisou mais de 74 milhões de mortes, em treze países, entre os anos de 1985 e 2012. Em nações como China, Itália e Japão.  11% das mortes aconteceram por causa da temperatura, sendo que o frio foi responsável por cerca de 7% dos óbitos. Pesquisadores indicam que pessoas doentes, muito jovens ou idosos são mais vulneráveis ao risco de morte relacionado à temperatura, principalmente ao tempo frio, devido as doenças respiratórias.

A fisiologista inglesa Frances Aschcroft sugere que num ambiente com sensação térmica de -44º C, a pele humana congela em menos de dois minutos. Já no calor intenso, que eleva a temperatura corporal acima dos 42º C, há risco considerável de morte por insolação. Claro! O melhor a se fazer sempre, é evitar temperaturas extremas. Mas em muitos casos esportistas radicais buscam locais e locais inóspitos e situações extremas. O que se recomenda é que o que se chama de aclimatação. São respostas fisiológicas. Uma programação hormonal e metabólica que rege não só a sua tendência de suar, mas como você vai suar, quando e até mesmo a quantidade de sódio que o seu suor carrega consigo. É como um termostato incrivelmente inteligente que vai adaptando o organismo as situações a qual é exposto.

Artigos . Motivação gelada

11/07/2016

Nesta época do ano as pessoas passam a se queixar mais de dores musculares. As melhores maneiras para evitar esse problema são a prática de exercícios físicos, o alinhamento postural e o alongamento, pois auxiliam os músculos a funcionar de forma adequada, prevenindo o excesso de tensão no corporal. Para vencer a inércia é importante traçar metas. Esses objetivos podem ser aqueles quilinhos indesejados, músculos a mais para aumentar, qualidade do sono a melhorar, ansiedade a diminuir ou outra necessidade que você identificar.

Focar na sensação de bem-estar depois do treino também é uma técnica importante. O exercício libera endorfina, neurotransmissor responsável por prazer e relaxamento. Em algumas pessoas a falta dele gera irritação, ansiedade, depressão, cansaço e péssimo humor. Tire isto à seu beneficio.

Treinar acompanhado também é uma saída. Procure uma pessoa com quem se divirta e se motive. Um treinador pessoal, com treinos desenvolvidos especificamente para você e praticados nos horários que melhor se encaixam na sua agenda, além da motivação a qualidade técnica dos treinos é imensamente maior.

Procurar realizar exercícios no início do dia é outro segredo para se manter empolgado. Isso porque, segundo um estudo publicado no jornal Psychology and Health, existe certa quantidade de força de vontade limitada para cada dia. Portanto, à medida que as horas passam e as pessoas destinam atenção para outras atividades cotidianas, a motivação é diminuída.

Outro cuidado é estar atento a alimentação, já que nos meses mais frios tendemos a comer alimentos mais calóricos e ganhar peso. Embora seja importante ficar de olho na alimentação, é importante não radicalizar a dieta. Seguir um cardápio muito restrito é um atalho para cair no desânimo, pois deixa a pessoa fraca e sem energia. A psicologia ressalta ainda que restrições acentuadas na alimentação exigem um sacrifício disciplinar muito grande, tudo o que você não precisa quando já está desestimulado.

Artigos . Natação e alergias

25/07/2016

A natação é a modalidade de esporte mais recomendada para pacientes com asma, com o objetivo de evitar as crises e até mesmo fazer com que a doença melhore. Para pacientes com alergia respiratória, esta modalidade pode ser benéfica quando praticada em ambiente quente e úmido e em piscinas que utilizam métodos como a ozonização ou a radiação ultravioleta para a desinfecção da água. Em piscinas tratadas com cloro, os gases cloraminas (substâncias tóxicas resultantes da reação do cloro com impurezas da água) irritam a mucosa das vias aéreas, causando crises de tosse e chiado. O cloro funciona como irritante das mucosas (respiratória, ocular) ou da pele e pode desencadear crises de asma, rinite alérgica e dermatite. Nas investigações realizadas com nadadores que frequentavam piscinas cloradas, constatou-se que o risco de desenvolver asma e rinite foi maior naqueles que apresentavam sensibilização alérgica, aumentando a probabilidade dessas doenças respiratórias em até três vezes quando eles nadavam por períodos prolongados, mas uma associação de vários métodos, com a aplicação mínima de cloro, também funciona.  O que deve ser evitado é a cloração de piscinas em concentração exagerada, pois pode provocar irritação cutânea e coceira. Causando um ressecamento intenso da pele. A utilização de cremes que contenham ceramidas e gorduras estruturais, e a diminuição na quantidade e periodicidade do uso de xampus minimizam os efeitos do cloro na pele.

    Além da exposição ao cloro, a atividade física intensa promove uma respiração mais rápida, não permitindo que o ar seja aquecido e filtrado pelo nariz. Este ar frio e seco pode desencadear a contração dos brônquios e levar ao chiado. Para portadores de alergias respiratórias, o exercício aquático desenvolve a coordenação motora, o controle respiratório e a sociabilidade, podendo atuar como atividade fisioterápica. Porém, é essencial que seja em piscina com boa ventilação, com normas de higiene que sigam protocolos e métodos de desinfecção menos irritantes, promovendo um ambiente interno e externo saudáveis.

Artigos . Cem anos crescendo

01/08/2016

Pesquisa intitulada, "Um Século de Tendências na Altura Humana", é resultado do trabalho de um grupo de mais de 800 cientistas, em associação com a Organização Mundial da Saúde. Publicada na revista científica eLife, mapeou tendências de crescimento em 187 países desde 1914. E mostrou que quando o assunto é altura, o homem da Holanda e a mulher da Letônia ficam por cima de todas as outras nacionalidades. O holandês médio tem hoje 1,83m e a mulher letã alcança 1,70 m.E descobriu que o homem do Irã e a mulher da Coréia do Sul registraram o maior salto na altura, crescendo uma média de 16 cm e 20 cm. Já o homem brasileiro tem, em média, 1,73m, e a mulher, 1,60m. Ambos registraram o mesmo crescimento desde 1914: 8,6 cm.

Para homens, o Brasil é o 68º colocado em altura entre os países pesquisados, ficando acima de nações como Portugal, México e Chile, e abaixo de Romênia e Argentina. A mulher brasileira alcançou a 71ª posição, mais alta do que a mulher turca ou chinesa, e mais baixa do que as espanholas e inglesas. Países europeus dominam os rankings de altura hoje, mas os dados sugerem que, em geral, as tendências de crescimento se estabilizaram no Ocidente.

A genética explica algumas variações de altura pelo planeta, mas nosso DNA pode não ser o fator principal. Os genes não se alteram tão rápido e não variam muito no planeta. Então mudanças no tempo e variações pelo mundo são, em grande parte, ambientais. Como: Bons padrões de saúde, saneamento e nutrição. Outro fator importante é a saúde da mãe e a alimentação durante a gestação.

Em outro estudo foi observado que a altura tem correlação com consequências positivas e outras negativas. Pessoas altas tendem a ter expectativa de vida maior, com menor risco de doenças do coração. Por outro lado, há evidências de que estão sob maior risco de certos cânceres, como colorretal, mama pós-menopausa e tumores de ovário. Uma hipótese é que fatores de crescimento possam promover mutações em células. Mas o que se concluiu é que as condições socioeconômicas são ainda um fator importantíssimo para a altura de uma população.

Artigos . Começou…

08/08/2016

Com o resgate dos jogos olímpicos da era moderna, já na cidade grega de Atenas, quando homens resolveram medir suas habilidades, destrezas e principalmente força. Que hoje temos dentro de nossa sala de casa o maior evento esportivo do planeta. Apesar de todos os imprevistos, problemas com corrupção e má gestão publica, não podemos esquecer que um evento deste porte representa muito mais para o esporte e para os povos do que qualquer propaganda destorcida. Cresci e vivo com esporte em minha vida. Não posso deixar de ser romântico neste momento. Os melhores esportistas do planeta estão no Brasil. Desde o menino pobre que sonha com o ouro olímpico até o super atleta de uma potência esportiva, todos representam aqui seus ideais

Conheço tantas historias de atletas, que poderia escrever paginas e paginas delas. Muitas são conhecidas, como a da Romena Nadia Comaneci, primeira ginasta a receber nota 10 em sua modalidade. Ou do homem mais rápido do Mundo em 1988, mas fazia uso de doping e foi banido, Bem Johnson. E que em quinto lugar desta mesma corrida estava um brasileiro raquítico para o biótipo da prova, mas que provavelmente era o único que não estava dopado. Chamava-se Robson Caetano. Mas muito não sabem, por exemplo, de um ídolo do voleibol mundial, o levantador cubano de nome Raul Diago. Venerado em todas as partes do mundo, mas que em sua terra natal não tinha condições de pagar para ter sua própria casa.E que machucou suas mãos, seus instrumentos de trabalho e arte para construí-la. Muitas histórias de pessoas e atletas se fazem presente nestes mais de 100 anos de jogos olímpicos e que hoje chega a nossa terra. Não podemos esquecê-las, pois elas fizeram com que o “espírito olímpico” chegasse até aqui.

 

       Sei que a filosofia do Barão de Coubertin se perdeu, sei também que o que se busca hoje são outros valores, que não aqueles dos primeiros jogos. Nazistas usaram os jogos como propaganda política e foram vencidos por um negro mais rápido que o preconceito que a ele foi imposto. Norte Americanos e Soviéticos também tiveram seus momentos de empáfia e foram vencidos pela lagrima de um ursinho, em um dos mais belos encerramentos da historia e de historia.

       Então, começou na ultima sexta-feira uma das mais belas representações de interações entre povos no mundo. E que assim seja vista. E que assim seja comemorada.

Artigos . Abismo

15/08/2016

A cada quatro anos nos Brasileiros temos uma tempestade de realidade. Não somente aquela que vivemos em um país que necessita reencontrar os trilhos da educação, da segurança e de uma saúde digna, sem conviver com jeito a “La Brasil” como o presidente do comitê olímpico conceituou nossa maneira de fazer as coisas.

O que salta aos nossos olhos é; somos muito bons! Mas não temos incentivo, não temos estrutura, não nos prepararmos para enfrentar os problemas da maneira profissional como deveriam ser tratados todos os desafios. Quando colocamos em nossos atletas todas as nossas expectativas, apenas estendemos nossas frustrações do dia a dia. Em uma comparação entre rotina e estrutura de treinamentos dos atletas brasileiros e atletas de outros países, é possível perceber o abismo em que o Brasil se encontra. Com isso, muitos atletas – ou com patrocínios, ou com recursos próprios – vão para o exterior com o objetivo de ter uma melhor preparação. Os que não conseguem tentam dia após dia correr atrás de recursos, treinar e ainda manter-se focado para competir em alto nível. Os exemplos de atletas que saíram do Brasil em busca de melhores condições não são poucos. Foi assim com César Cielo, ouro nos 50 metros livre nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, que fez sua preparação nos Estados Unidos. Foi assim com Joaquim Cruz, ouro no atletismo nas Olimpíadas de 1984, em Los Angeles, que saiu do Brasil, ganhou uma bolsa da universidade de Utah e, mais tarde, chegou ao lugar mais alto do pódio. As instalações maravilhosas que vemos na TV para as olimpíadas deviam estar prontas há dois anos, pois assim nossos atletas poderiam ter treinado em alto nível desde então. Mas não! Ficou pronto a duas semanas do começo dos jogos. Até poucos dias atrás a maioria de nos não tinha ouvido falar em Rafaela Silva a judoca que ganhou medalha de ouro e os poucos que lembravam, lembravam pela desclassificação dela em Londres.

O que cabe a nos quando vemos atletas brasileiros subindo ao pódio é que certamente estes atletas foram muito superiores aos seus concorrentes, por que a grande maioria deles tem uma estrutura melhor que a nossa. Mais Rafaelas aparecerão, sempre pelo seu mérito, mas desde modo nunca nos perpetuaremos no panteão dos campeões, nem olímpicos nem como cidadãos.

Artigos . Espírito olímpico

22/08/2016

Quando de sua recriação, o Barão Coubertin tentou inserir aos jogos olímpicos o lema sobre o espírito olímpico, onde a satisfação de competir supera o desejo de vencer. Talvez este para o ano de 1896 até pudesse ser considerado. Mas hoje será que conseguimos?

       Quando o Francês Renaud Lavillenie perdeu o ouro para o brasileiro Thiago Braz no salto com vara e foi vaiado durante a disputa, onde está a educação? Ou isto é a cultura local ou ainda, perdeu-se o espírito olímpico?  O que se vê hoje é uma disputa entre marcas mundiais de produtos esportivos com seus atletas milionários, quase pop stars. Ou transmissões espetaculares de grandes redes de televisão em que cada minuto vale centenas de milhares de dólares. Mas isto! Fez perder o foco no que era o fundamento esportivo? Os países mais abonados, que possuem maiores verbas para investir em seus atletas, garantem a maioria das medalhas. Em algumas modalidades, chega até ser absurda a diferença entre um atleta e outro.

        E ainda em alguns casos o mesmo atleta que clama pelo espírito olímpico, muitas vezes é o mesmo que usa doping para levar vantagem sobre seus concorrentes. A vitória a qualquer custo está sempre sendo combatida pelas instituições que controlam as ligas e federações mundiais, mas somente isto não basta. O exemplo mais recente é da federação Russa de atletismo juntamente com o governo do país que alteravam os resultados e burlavam os dados para mascarar o uso de substâncias proibidas.

       A pergunta que faço – em que momento da história recente se perdeu o tão aclamado espírito olímpico? Grandes potências mundiais usavam e usa seus atletas como propaganda política. Redes de Lanchonetes também. Quando se fala em cifras milionárias, fica claro que o esporte olímpico é muito profissional.

      Quando lembro a atleta Gabrielle Andersen adentrando o estádio olímpico de Los Angeles em 1984 cambaleando, vejo que muita coisa mudou. Mas ao mesmo tempo lembro que um atleta Brasileiro chamado, Vanderlei Cordeiro de Lima, Maratonista, bloqueado por um maluco na competição mais dura da olimpíada chegou rindo, feliz por ter completado a prova e com o direito a medalha de bronze, vejo que os Deuses ainda conspiram a favor do espírito olímpico. 

Artigos . Inesquecível

29/08/2016

Os deuses estão no Olimpo, e eu reles mortal, na terra. Mas as olimpíadas nos aproximaram dos seres mais rápidos, mais fortes e mais altos. Estes semideuses vieram ao Rio para provar que ainda são capazes de quebrar recordes e fazer historia.

  Estive diante de atletas incríveis como a australiana Chloe Esposito, a mais completa atleta que pisou no parque radical olímpico de Deodoro, a qual recebeu a medalha de ouro com um sorriso tão brilhante quanto seu premio e nos encantou com seu desempenho espetacular. De ninguém mais, nem menos que o Usain Bolt que como um trovão desferiu um raio no estádio lotado de Engenho de Dentro, o Engenhão e cravou seu nome na história como o único homem que ganhou as três provas mais rápidas do atletismo. Os 100m rasos, 200m rasos e o revezamento 4x100m rasos com a equipe do seu país, a Jamaica. Se o feito já era grande, imagine sendo em três olimpíadas seguidas.

A experiência de estar onde estes atletas deixaram seus registros, me marcou tanto quanto seus incríveis desempenhos. É inimaginável medir sem estar no centro olímpico a grandiosidade de um evento como as olimpíadas. A união dos povos se faz em todos os cantos, em todos os estádios, arenas e pistas. A congregação entre delegações é algo que me fez conhecer a torre de babel na cidade do Rio de janeiro. O quão poderosa e capaz de influenciar gerações e gerações mundo a fora e principalmente o legado que deixará no Brasil. A combinação de idiomas em uma só língua com entendimento mutuo, mostra que é possível vivermos em paz, que nossas diferenças são totalmente esquecidas quando o esporte prevalece sobre religião ou tendências políticas. O que vi me enche de esperanças para um caminho melhor. Nossos atletas são realmente heróis quando se postam nem sempre altivos, mas todas as vezes com alma exacerbada e orgulho transbordando pelo feito.

Por fim, o que fica é a certeza de um futuro promissor. O Brasileiro esta preparado. Espero que o Brasil também.

Artigos . Eficientes

12/09/2016

O corpo e a mente humana são maquinas fabulosas que guardam informações, sentimentos e nos ajudam a reaprender a viver situações e experiências que até então acreditávamos que não havia saída. As mudanças não se limitam exclusivamente aos aspectos físicos, mas também aos aspectos sociais e emocionais. Com o começo dos jogos paralímpicos no Rio de Janeiro, nos deparamos com uma realidade de muito esforço e dedicação, de readaptação e aceitação. E certamente de vitorias importantes na vida. Mas isto exige um recomeço para muitos. E o esporte nos dá esta oportunidade. Ele é uma fonte infinita de vida, onde todos nós de uma forma ou de outra encontramos satisfação, seja nos jogos infantis, seja nos jogos olímpicos.  Um meio maravilhoso de inclusão. Desde a primeira abordagem em 1946 pelo neurologista Ludwig Guttmann, com veteranos de guerra, passando pelo começo oficial das paralimpíadas em Roma 1960 até os dias hoje, houve muita evolução, não somente nos esportes, mas também nos equipamentos e principalmente como as pessoas são vistas, e esta é a função principal que o esporte exerce.

Os equipamentos evoluíram tanto que já há dúvida em medir se o desempenho de alguns atletas paralímpicos não esta sendo potencializado pelos materiais que usam. Este por exemplo e o caso do Alemão Markus Rhem que não tem parte de uma perna e pratica salto em distância. No ano passado, ele saltou oito metros e 40 centímetros, uma marca que lhe daria a medalha de ouro na última Olimpíada, vencida pelo britânico Greg Ruttherford, que saltou oito metros e 31 centímetros. Acredita-se que a prótese de carbono seja mais eficiente que o pé humano. Assim como o corredor brasileiro Alan Fonteles, que é o detentor do recorde paralímpico dos 100m e 200m e com estes tempos tem condições de participar de provas entre todos os atletas. Uma imagem na abertura das paralímpiadas um tanto quanto pragmática, mas cada vez mais real, mostra a bailarina americana bi-amputada dançando com uma máquina industrial, com uma clara analogia de onde um começa e o outro termina. Ou onde se unem em um só. Sendo assim uma busca constante pela eficiência.

 

Artigos . Mente sã, corpo são

03/10/2016

No momento em que a educação física escolar é colocada em cheque sobre sua necessidade ou não como parte obrigatória no currículo escolar, várias pesquisas são apresentadas, reforçando todos os benefícios de sua aplicação.

Seguindo algumas pesquisas que tem estudado a associação entre a Educação Física e a cognição. Piestch e Jansen encontraram que os alunos que estavam envolvidos há anos na prática esportiva e musical obtiveram melhores desempenhos em tarefas cognitivas específicas. Além de reforçar a hipótese de que o exercício físico afeta a percepção, prevenindo doenças associadas ao declínio cognitivo. Indicando claramente a importância da Educação Física para minimizar os efeitos do Alzheimer, das demências e de outras doenças que relacionadas a elas. O que reforça ainda que a conjugação com o ambiente escolar parece ainda mais forte e relevante. A meta-analise desenvolvida pelo cientista indica evidências claras de uma relação positiva entre a prática esportiva na infância e adolescência com o desempenho acadêmico na idade adulta.

Em outro estudo com 6 escolas holandesas, Mullender‐Wijnsma que utilizaram um grupo controle e um grupo que foi associado à Educação Física com as atividades acadêmicas, indicaram em seus resultados que os efeitos positivos em matemática e linguagem dos alunos do grupo integrado foram significativamente mais altos em comparação com as crianças do grupo controle. Nesta mesma linha outros pesquisadores indicaram que alunos que apresentaram um menor nível de atividade física na escola obtiveram um menor desempenho nos exames nacionais, além disso, apontaram que os alunos que exibiam uma melhor autoestima eram significativamente mais ativos do que os com uma autoestima baixa.

E, por fim, em um estudo ainda mais extensivo realizado em 57 escolas norueguesas, que avaliou o desenvolvimento das aulas de Educação Física e o desempenho em leitura, matemática e inglês (segunda língua) através do Teste Nacional Norueguês, evidenciou uma forte relação entre atividade física e a melhoria do desempenho escolar geral. Com autores afirmando que a Educação Física é um dos caminhos para a escola melhorar o desempenho dos alunos, fica o questionamento: Onde a fonte de informações segunda a necessidade da educação física escolar foi desviada?

Artigos . Ao ar livre

10/10/2016

Conheço muitas pessoas que deixam de se exercitar porque ficam cansadas da rotina de treinos dentro das academias. Outras nem se arriscam a iniciar um programa de exercícios físicos porque não suportam a idéia de se exercitar dentro de um ambiente fechado. Mas isto para muitos serve de desculpa para não se mexer. Mas um estudo realizado na Universidade de Glasgow na Escócia com mais de 2 mil pessoas apontou que correr, andar de bicicleta ou caminhar em áreas verdes diminui consideravelmente os níveis de stress, tensão e depressão.

 

Em outra pesquisa, dessa vez realizada nos Estados Unidos, mostra que a prática ajuda a reforçar o hábito, pois quem escolhe ambientes externos declara uma maior intenção de repetir a atividade posteriormente. Assim como na Universidade de Exeter, no Reino Unido, que avaliou a frequência com que as pessoas praticavam exercícios. As que optavam por exercícios ao ar livre se mostraram mais propensas a repetir a atividade física dentro de um período. E apenas 5 minutos de exercícios junto à natureza melhoraram o humor e a autoestima.  Muitos outros estudos salientam situações como o aumento da atenção e foco. Na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, um estudo apontou que crianças portadoras de déficit de atenção são capazes de se concentrar melhor após 20 minutos de caminhada no parque.

O Internacional Journal of the Obesity defende que crianças que passam mais tempo do lado de fora de suas casas tem 41% menos chances de serem obesas. Isso se deve à combinação de hábitos indoor: sofá, televisão, computador e vídeo-game. E ainda, 20 minutos gastos do lado de fora, ao ar livre pode ser mais revigorante que uma xícara de café. E os pacientes que tem contato frequente com a luz do sol apresentam recuperação mais rápida e menos dor que os pacientes que não vão aos ambientes externos.

E mais! A renomada Universidade de Harvard mostrou que os adeptos de exercícios ao ar livre têm níveis de vitamina D mais adequados que as pessoas que não praticam essas modalidades externas. Estes são ótimos motivos para se exercitar na estação que chegou. Sol e temperaturas amenas da Primavera são um incentivo a mais para sairmos na inércia do inverno.

Artigos . Uma em cada três

17/10/2016

A obesidade infantil está chegando a níveis alarmantes. O ministério da saúde divulgou recentemente números que devem servir como referência para pais e educadores mudarem os hábitos de crianças e adolescentes em quanto há tempo.

Mais de um terço das crianças brasileiras entre cinco e nove anos estão acima do peso. Os mesmos percentuais se aplicam aos adolescentes de 12 a 17 anos: 33% apresentam sobrepeso e, destes, 8% são obesos. Com o objetivo de conscientizar a população acerca do problema, no dia 11 de outubro passado foi celebrado no Brasil o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade. Para a organização Mundial de Saúde (OMS), o sobrepeso infantil está se tornando um problema epidêmico. A questão é considerada um dos maiores problemas de saúde pública do país, superando a desnutrição e ameaçando diminuir a expectativa de vida do país, como um todo. O sedentarismo e a alimentação inadequada são as principais causas da obesidade, tanto entre adultos quanto em crianças. Mas existem também causas e síndromes genéticas, como; Tumores no eixo do hipotálamo-hipofisário ou distúrbios endócrinos como hipotireoidismo e síndrome de Cushing que são responsáveis por, em média, 2% a 5% dos casos de sobrepeso. Os demais podem ser atribuídos aos maus hábitos.

Com o excesso de peso também aumentam as chances do desenvolvimento de condições crônicas ainda durante a infância ou adolescência. Problemas sérios como diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial, depressão, problemas respiratórios e outros. Além de psicologicamente, a obesidade infantil, por modificar a aparência, reflete na autoestima e autoconfiança das crianças e adolescentes.

A OMS recomenda para este período da vida pouco mais de 40 minutos de atividades físicas todos os dias. Crianças precisam gastar calorias. A infância e a adolescência são períodos críticos para iniciar ou agravar a obesidade devido ao aumento do tecido adiposo, que ocorre principalmente nas meninas. Além disso, existe maior consumo de alimentos com alto teor calórico e, também, devidos às instabilidades emocionais frequentes neste período. Educar e buscar equilíbrio nesta idade são fundamentais e a ajuda dos adultos é fundamental.

Artigos . Com todo o gás

24/10/2016

Muitos atletas que começaram a praticar corrida de rua têm como objetivo manter as passadas com pernas fortes e ritmo intenso. Mas na maioria dos casos, seus pulmões não acompanham suas pernas. Em determinado momento da prova, vai faltar fôlego para manter a velocidade das passadas. Para evitar esse cansaço precoce e manter uma boa capacidade cardiorrespiratória, é preciso ter também uma eficiente capacidade pulmonar, compatível com seu ritmo de passadas, e ela pode ser aprimorada com algumas técnicas respiratórias.

Em repouso geralmente uma pessoa faz de 5 a 7 ciclos respiratórios por minuto, o que engloba a inspiração e expiração do ar. Durante a atividade física, esse número tende a aumentar de acordo com a intensidade do exercício, sendo que quanto mais longo for o ciclo, melhor é a capacidade pulmonar da pessoa. Com técnicas respiratórias é possível prolongar o ciclo e fazer com que organismo aproveite o oxigênio de uma maneira mais eficiente. Uma delas é por meio da cronometragem do ciclo de respiração. Comece fazendo a respiração nasal. Puxe o ar por 3 segundos, prenda-o por 3 segundos, solte-o por 3 segundos e, então, mantenha seu pulmão sem ar por mais 3 segundos. Conforme a evolução pode-se ir aumentando o intervalo de tempo para 10 ou até 20 segundos. Com o corpo evoluindo a respiração melhora e você conseguirá ter maior desempenho. E mais. Depois de conhecer melhor sua respiração, por meio do ciclo, é possível saber o ritmo que você está correndo sem a ajuda de equipamentos.

Além de se preocupar com os intervalos de cada fase do ciclo, é preciso prestar atenção também no modo como a respiração está sendo feita. Existem três tipos de respiração: diafragmática, a intercostal e a pulmonar, sendo que a primeira é a mais ideal, pois promove uma maior captação de ar. Para praticá-la, deite-se no chão e coloque uma mão no peito e outra na barriga, pouco acima do umbigo. Ao inspirar, tente levar o ar até o abdômen, mexendo primeiro apenas a mão que está sobre a barriga e somente depois a que está no peito. Na hora de expirar, faça o movimento contrário. Estes pequenos detalhes podem fazer uma diferença imensa na hora de ir para a rua.

Artigos . Suar para quê?

21/11/2016

Com a elevação da temperatura ambiente devido a chegada das estações mais quentes do ano, algumas dúvidas sobre como responde nosso organismo aparecem. Uma delas e a transpiração, pouco ou muita sempre causam dúvidas. E ainda o que ocorre conosco quando o suor aparece.  Se há preocupação com a transpiração durante as atividades físicas, pode ficar tranquilo. Suar durante o exercício é normal. Ele mantém a homeostasia, ou seja, é por meio do funcionamento das glândulas sudoríparas que o organismo consegue preservar sua temperatura regular, que gira em torno de 36° e 37°. 

Erroneamente se associa a quantidade de suor perdido ao se exercitar com a perda de calorias. É sabido que suar em situações já esperadas onde se demanda esforço físico ou quando se está sob altos níveis de estresse é normal. Além disto, ele é formado por água e sais minerais, ajudando os rins a eliminarem as impurezas do corpo. O cuidado sim são com os extremos. Se o suor se apresenta em excesso nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, e desencadeado com frequência por pequenas alterações climáticas ou emocionais, pode ser sinal de hiperidrose, condição que requer cuidados. A ausência durante a prática de exercícios físicos pode ser igualmente preocupante, e necessita dos cuidados de um especialista. Sendo a cor e o cheiro do suor indicações de que o organismo está sofrendo alterações, que podem não ser normais. Sendo ele uma substância sem cor, nem cheiro, mas com sabor. Caso o suor apresente odor desagradável, pode ser sinal de que ele está cumprindo sua função de atacar bactérias que se encontram na parte externa da pele. Já um suor com cor pode ser indicativo de alguma medicação ingerida ou de que existe alguma doença a ser detectada. Não existe um modelo, cada pessoa deve observar seu padrão de transpiração.  Há pessoas que suam muito, e outras que praticamente não suam. 

Existem algumas medidas que podem ser tomadas para amenizar a sudorese exagerada durante a prática de Exercícios físicos. Evite roupas apertadas, e use as que facilitam a transpiração. Desodorantes antitranspirantes também se mostram como aliados na hora dos exercícios. E não se esqueça de repor o líquido perdido bebendo água regularmente, assim evitando-se a desidratação.

Artigos . Fratura de estresse

12/12/2016

Decorrente de cargas ou impactos repetidos é uma fissura óssea. Quando este processo ocorre a resistência elástica do próprio osso já foi perdida. A maior incidência desta lesão é nos membros inferiores. Desencadeada por uma soma de fatores. Desde o terreno até o calçado usado, sendo que os mais rígidos aumentam mais as chances de fratura. O nível de condicionamento físico também é determinante: quanto pior o condicionamento, menor impacto é absorvido pelos músculos e há, portanto, o aumento da transmissão do impacto para os ossos. 

Posso citar ainda fatores de risco, como disfunções hormonais e nutricionais. Porém, o fator crucial nestes casos é o nível de exigência de treinamento a qual a pessoa se submeteu. O aumento abrupto de carga e volume tem direta relação com a alta incidência das fraturas de estresse. A instalação deste quadro se dá geralmente entre duas e cinco semanas e a principal queixa é a dor bem localizada no local, de início insidioso, com piora progressiva, diferente da canelite, que pode apresentar irradiação. O diagnóstico da fratura de estresse é feito por exames de imagens. A reabilitação recomendada consiste principalmente no repouso do membro afetado, processo este que pode durar em torno de seis semanas. Também se deve manter seu condicionamento físico, com exercícios na água.

Artigos . Massagem desportiva

19/12/2016

Na fase de preparação as manobras devem ser realizadas com mais velocidade e intensidade, para estimular a musculatura, elevando a circulação e temperatura local. Após uma competição, pode auxiliar na regeneração muscular, alongando as fibras musculares, eliminando possíveis edemas e toxinas do corpo. Neste caso, a massagem deve ser mais lenta e precisa. Acredita-se que a massagem desportiva realizada após uma atividade física intensa, promove uma recuperação muscular mais rápida, além da diminuição da dor.

​       A técnica também age nos nódulos sensíveis causadores de dores locais. Geralmente localizam-se onde músculo e tecido se conectam, lugar onde a tensão se acumula. Estes pontos podem estar longe da origem da dor e podendo causar problemas como enxaquecas, torcicolos e dores nos braços e pernas. Sempre bem recebida, pois tem um efeito psicológico, ligado ao bem estar, desencadeado pelo toque e pelo relaxamento. Como principais objetivos a massagem esportiva tende a relaxar musculatura, aliviar estresse e possíveis dores, evitar a fadiga, remover toxinas, amplitude articular, diminuir edemas, aumentar o desempenho e prevenir lesões. É ideal realizá-la sempre após o treinamento e competição. Mas é contraindicada para quem apresenta lesões agudas, doenças cutâneas, feridas abertas, febre, infecções, tumores, trombose, problemas circulatórios ou renais.

Artigos . Chega de Jejum

02/01/2017

Para muitas pessoas, a picada da agulha não é nada comparada ao sacrifício de ficar 12 horas sem comer. Para diabéticos então é um sacrifício ainda maior, muitos passam mal e em alguns casos desmaiam. Outros a irritação é um fator que leva a desistência de fazer o exame.

Mas cinco sociedades médicas brasileiras seguindo uma tendência mundial já aprovaram a possibilidade de se fazer exames de colesterol e triglicerídeos sem o tal jejum de 12 horas. O médico Carlos Eduardo dos Santos, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia clínica, fala que o fato destas novas determinações passa pelos equipamentos que de 1970 onde se tinha a obrigatoriedade do jejum até hoje evoluíram e muito. Alguns laboratórios são completamente informatizados e autônomos, ou seja, em nenhuma das fases há necessidade de contato por humanos. Sendo assim o erro é quase zero. Com as técnicas mais avançadas, o consumo de alimentos antes desses exames não interfere mais na análise feita nos laboratórios. E estudos já comprovaram que é importante diagnosticar os pacientes que têm níveis de colesterol e triglicerídeos altos depois da alimentação. É neste momento que a pessoa fica muitas horas sem comer que os níveis de colesterol e triglicerídeos tendem a baixar. E se a dosagem for feita nesse período, quando as taxas estão menores, o resultado pode não refletir o verdadeiro risco de uma doença cardiovascular. Deixando de identificar grande parte dos pacientes, porque acaba mascarando um falso valor baixo de colesterol e triglicérides.

Mas a recomendação segundo a médica Flavia Martinez, da Sociedade Brasileira de Cardiologia é que tanto o médico responsável quanto o laboratório determinem ainda o tempo necessário para a realização de cada exame específico. No laboratório do Hospital Albert Einstein, por exemplo, um dos mais importantes do país, os pacientes já não precisam mais ficar tantas horas sem comer.

Artigos . Morte óssea

06/02/2017

Começa com uma pequena dor articular na região do quadril, e várias outras áreas suscetíveis, como; ombros, joelho, mão e pé. Muitas pessoas não têm sintomas nas fases iniciais da necrose avascular, mas quando o quadro se agrava, a articulação afetada pode sofrer já logo um colapso principalmente se submetida a pressões sobre ela. Esta é uma patologia que pode acometer qualquer pessoa, mas é mais comum em pessoas entre as idades de 30 e 60anos. Nela acontece a morte do tecido ósseo devido a falta de suprimento sanguíneo, a necrose óssea, também chamada osteonecrose, pode levar a pequenas rachaduras e eventual falência do osso.  Isto acontece em muitos casos devido ao consumo exagerado de álcool e excesso de colesterol no sangue, ela também está associada com o uso a longo prazo e doses elevadas de medicamentos esteroides. Em casos de tratamento de câncer que envolvam radiação, também pode haver enfraquecimento dos ossos e prejudicar os vasos sanguíneos. Outras causas são a gordura que bloqueiam pequenos vasos, reduzindo o fluxo de sangue que alimenta os ossos. Também em doenças hematogênicas, como a anemia falciforme e doença de Gaucher, um raro distúrbio metabólico hereditário que resulta no acúmulo anormal de certos tipos de lipídeos (gordura) em alguns órgãos, são causas

      Para se tratar esta patologia depende-se muito da quantidade de dano ósseo já existente. Nas fases iniciais de necrose avascular, os sintomas podem ser reduzidos com medicação e terapia. Nos casos avançados a opção é cirurgia, para descompressão, remodelação, transplante ósseo ou substituição da articulação. Sempre a prevenção e o controle dos fatores de risco são a melhor maneira para se evitar a osteonecrose. Entre eles: Evite o consumo excessivo de álcool, mantenha os níveis de colesterol baixo, minúsculos pedaços de gordura são as substâncias mais comuns que bloqueiam o fornecimento de sangue aos ossos. Monitore o uso de esteroides. Não faça uso destas substâncias sem o acompanhamento médico.  Os exercícios físicos são sempre uma forma profilática para se evitar patologias com esta. Em casos de dor persistente em qualquer articulação e se você tiver a percepção de osso fraturado sem nenhum episodio,  procure imediatamente um especialista.

Artigos . Parou por que?

13/02/2017

O que faz uma pessoa começar uma atividade física ou buscar por exercícios físicos é segundo os autores de uma recente pesquisa os mesmos motivos que as fazem parar. A aderência é um conceito multidimensional e, portanto, constituída de diversos fatores que podem contribuir, o abandono esportivo caminha sobre estas mesmas perspectivas.

Segundo o estudo são três grandes conjuntos de fatores:  A exaustão emocional e física pelos treinamentos e competições intensas; a redução do senso de engajamento, com os atletas sentido-se incapazes de atingir seus objetivos pessoais e desempenhos abaixo das expectativas e por fim; a desvalorização do esporte, referindo-se a perda do interesse, da atitude ou ressentimento em relação ao ambiente esportivo. Com isso, fica claro que há uma forte ligação entre aspectos psicossociais no abandono esportivo. Estes argumentos também se aplicam no contexto do ambiente escolar, nas academias e a atividade física com idosos, os motivos básicos de aderência e abandono não irão diferenciar muito. Normalmente mudará a intensidade, a forma e as variáveis de contexto, mas essencialmente estaremos tratando de aspectos psicossociais.

O questionamento nesse caso centra-se nos profissionais da área. Estão  eles preparados para lidar com um sistema interdisciplinar? A maioria não. Para mudarmos este quadro, não devemos basear nossas aulas, nossos treinos, nossas práticas apenas na nossa experiência, se não avançarmos na comprovação de novos métodos e estratégias este número elevado de desistência, não será modificado.

Em uma analise voltada para o meio não competitivo e sim de qualidade de vida e saúde, um estudo na Grã-Bretanha verificou a aderência a atividade física em idosos, e mostrou que apenas 7% dos homens e 3% das mulheres acima de 70 anos, se exercitavam por pelo menos 150 minutos/semana em atividades moderadas e/ou 70 minutos em atividades vigorosas. Devemos lembrar que a prática sistemática de atividade física está associada a uma redução das doenças crônicas. Na outra ponta da pirâmide um estudo indicou como recomendação que jovens 6 e 19 anos deem 12.000 passos por dia, o que representa cerca de 1 hora de atividade física de moderada para vigorosa. Também não houve um percentual relevante. Mas então o que fazer para que as pessoas façam e se mantenham na atividade física? No caso dos idosos é normal considerar uma baixa adesão ou frequência porque há maiores incidências de limitações física e de doenças que impedem níveis melhores de atividade. Na outra ponta, é fundamental criar uma rotina de prática de atividade física desde a infância e adolescência o que certamente fará no futuro idosos ativos e saudáveis.


Artigos . Brincadeira de criança

06/03/2017

Sempre relacionada a prática infantil e por muitos vista com brincadeira de criança, pular corda no entanto é considerado mundialmente um esporte. Trazendo benefícios ao corpo e podendo ser um grande aliado na diminuição do peso corporal. Além de proporcionar um alto gasto calórico, ela aumenta a resistência cardiovascular, desenvolve a coordenação motora e ainda fortalece pernas e pés. Em média, podendo consumir até 400 calorias em 30 minutos.

Importante para começar a pular corda é calçar tênis e vestir roupas leves e confortáveis. O ideal é praticar o esporte em um piso plano e escolher uma corda com o comprimento adequado. O tamanho depende da altura de quem vai se exercitar. O esporte é recomendado para pessoas de todas as idades. Com ressalvas a obesos ou pessoas com sobrepeso. A recomendação também serve para indivíduos que tenham problemas nas articulações dos membros inferiores, como: quadril, joelhos e tornozelos. Cardiopatas, hipertensos e diabéticos somente sob a orientação profissional. Para os iniciantes recomenda-se começar gradativamente, saltando com os dois pés, olhando pra frente e sempre com orientação.

O nível deste esporte alcançou campeonatos por todo o mundo. E a modalidade chega ao Brasil através da primeira competição oficial de pular corda da América do Sul. Realizada no evento Arnold Classic Brasil. A nível de competição o esporte pode ser praticado individualmente, valorizando a velocidade, a dificuldade e a precisão dos movimentos. Ou em equipe, priorizando o sincronismo, a criatividade e o trabalho do grupo. As manobras são sempre valorizadas nas competições, assim como para quem apenas se exercita, elas aumentam o grau de dificuldade e consequentemente o nível do estimulo.  Existem três modalidades para bater a corda: a corda simples, na qual uma pessoa salta com uma corda para realizar manobras individuais ou exercícios de velocidade. A corda dupla, quando uma ou mais pessoas saltam entre duas cordas batidas alternadamente por outras duas pessoas e a roda chinesa, quando duas ou mais pessoas, cada uma com uma corda, executam saltos combinados sobre a própria corda, com uma ponta batida por ela mesma e outra por outra pessoa. Mas para nós simples mortais, faze-la passar por sobre a cabeça e abaixo dos pés sem cair é um grande exercício.

Artigos . Perigo na rede

20/03/2017

Quando se fala em treinamento desportivo, sempre vem a luz os princípios que regem tal trabalho. E estes princípios são fundamentais para o melhor desempenho e para a segurança do praticante. A tecnologia melhorou e muito as condições para atletas e iniciantes melhorarem sua performance. Como por exemplo o uso de frequencimetros cardíacos para o controle de atividades cardiorrespiratórias, os quais hoje são essenciais em todos os treinamento aeróbicos. Mas com o acesso de muitas pessoas através da internet a site e blogs sobre exercícios físicos, um problema foi criado. Qualquer usuário pode criar treinos e qualquer pessoa pode fazer uso deles. Ai mora o perigo.

Muitas postagens com dicas de treino nas redes sociais e compartilhamentos de conselhos para nutrição, medicação, exercícios específicos e outras categorias responsáveis para melhora da condição física de cada um são generalizadas, são empíricas e em muitos casos são leigas e ilegais. Quando citei que existem princípios para o treinamento físico, isto é fundamental para a construção de um treinamento. E o principal dele é o da Individualidade Biológica. Pessoas diferentes, têm respostas diferentes ao estímulo de treinamento. Cada pessoa possui características individuais, sendo assim, o treinamento físico que serve para uma pessoa não necessariamente serve para outra. Além das características pessoais, devem se levar em conta também os objetivos e necessidades de cada um. Então receitas na rede são sempre um risco enorme, pois não levam em conta tal principio.

Recorrer a estas dicas é um risco que, que em muitos caso já geraram consequências graves  para a saúde do praticante desavisado. Pegar treinos das redes sociais e não ter conhecimento do que esta fazendo, ou simplesmente não respeitar as etapas do processo de aprendizagem motora do próprio movimento, pode fazer com que o indivíduo potencialize alguma lesão apenas por não fazer corretamente execução.

       Outro caso comum na internet é a consultoria online. Professores costumam vender treinos na internet para os alunos. Existe um problema frequente nisto. Por mais competente que seja o treinador, nada, nem ninguém substitui a presença de um especialista acompanhando, corrigindo e monitorando as condições fisiologias do aluno, nada.

Artigos . Um bom vício

10/04/2017

Quando falamos em vício, logo vem a lembrança algo ruim, alguma coisa que não faz bem a saúde. Mas no caso desta substância, ela só traz benefícios.  Nosso corpo é capaz de produzi-la com uma forte ação analgésica que ao ser liberada ainda estimula a sensação de bem-estar, conforto e alegria. E o melhor, é de graça.

A endorfina, um neuro-hormônio que age no cérebro, cuja denominação vem das palavras endo(interno) e morfina(analgésico). Sendo naturalmente produzida pelo nosso corpo em resposta a atividade física, transportada pelo sangue até agir no cérebro, dando aquela sensação prazerosa durante e principalmente após o exercício. É bem comum ouvir alguém dizer que se “viciou” em exercícios. Muito se da a esse prazer proporcionado pela endorfina, e ainda posso enumerar vários outros benefícios, como: melhora da memória, do humor, do sistema imunológico, aumento da disposição física e mental, diminuição do risco de infarto, trombose e acidente vascular, efeito antienvelhecimento e alívio da dor. Isso corrobora a recomendação médica de praticar exercícios físicos para alguns tratamentos. Como na depressão que a endorfina auxilia por ser um antidepressivos natural. Fumantes se beneficiam desta sensação, pois  acabam trocando o tabaco pelos treinos. Em ambos os casos o acompanhamento médico e ou psicológico, bem como de um treinador é fundamental para o sucesso do tratamento.

Nosso corpo quando passamos por momentos de estresse libera substâncias como o cortisol, que em níveis mais altos diminui a produção de testosterona e a síntese de proteínas, aumenta os batimentos cardíacos, os níveis de açúcar no sangue entre outras. Mas a liberação de endorfina inibe a atuação do cortisol, anulando esses malefícios do excesso. Há também liberação de endorfina em outros momentos de satisfação, como: em uma massagem, acupuntura, ouvindo música, ou quando comemos algo saboroso, e o chocolate é muito eficiente no quesito alcançar o bem-estar hormonal. Claro que consumido com moderação, pois contém muito açúcar e gordura.

      Para desfrutar dos benefícios da droga da felicidade, basta saber os caminhos e um deles é o exercício físico, então mova-se.

Artigos . Treino mental

24/04/2017

Todos os dias ao levantarmos temos afazeres nos esperando, sejam eles prazerosos ou não, mas muitos devem ser resolvidos. Assim também funciona em uma prova de longa duração. Temos vários obstáculos a serem ultrapassados. Entre os atletas de elite, o treino mental já é aplicado e visto como tão importante quanto os treinos físicos. Entre os amadores vem ganhando espaço ultimamente. Fortalecer a mente para enfrentar os desafios é uma forma de trabalho psicológico, um treinamento para aprender a lidar com a vida e tudo o que temos que aprender com ela.

Para isto algumas dicas de treino mental que vão te ajudar a correr mais e melhor e a enfrentar melhor a vida.

O exército americano faz a seus comandados essa pergunta para ensinar a primeira técnica do treino mental. Como você comeria um elefante? E a resposta: fazê-lo uma mordida de cada vez. Ou seja, segmentação é a resposta. Quando temos um grande desafio, a primeira sensação é o medo. Divida este desafio; Quando fazemos algo pouco a pouco, fortalecemos a mente para chegar ao objetivo final. Isso é resiliência mental.

        Visualizar o êxito. A ideia desta técnica é colocar todos os sentidos em ação enquanto a pessoa visualiza o desafio. Imagine todos os detalhes até ficar o mais real possível na sua mente. Visualize-se superando todos eles. Imaginar o sucesso é uma forma de treinamento efetivo para a realização de qualquer feito.

Controlar as emoções é básico, e para tal uma técnica chamada 4:4:4, é fundamental; inspire por 4 seg., expire por 4 seg. e repita por 4 min. Isto relaxa, clareia os pensamentos e é feita em qualquer horário, lugar e situação de estresse. Sendo uma das formas naturais mais eficazes de controlar o estresse. Costuma-se ficar perturbado mais pela imagem que formam um desafio, do que por ele próprio. Mudar o ponto de vista sobre isto é uma forma de treino mental que nos mostra lições valiosas mesmo das piores situações. Desafie-se e tente ver sempre sob uma ótica favorável qualquer evento negativo que acontecer. Valorizar as pequenas vitórias. Este treinamento consiste em mentalizar três coisas boas que aconteceram com você, em vez de absorver as coisas negativas. Faça isso todos os dias e, se preferir escreva em um papel os ocorridos positivos. Isto nos alimenta de sentimentos bons e cria um círculo de positividade ao nosso redor. Assim como nosso físico, a mente treinada leve a grandes vitorias, sejam elas nas pistas ou na vida.

 

Artigos . Frio e dores

01/05/2017

Com a aproximação do outono e do frio, as pessoas passam a se queixar mais de dores musculares. As melhores maneiras para evitar esse problema são a prática de exercícios físicos, o alinhamento postural e o alongamento, pois auxiliam os músculos a funcionar de forma adequada, prevenindo o excesso de tensão no corpo. Mas como fazer para vencer a preguiça e se exercitar? Crie metas. Esse objetivo pode ser quilos a diminuir, músculos dos braços para aumentar, qualidade do sono, ansiedade a menos ou qualquer necessidade que você identificar. O grau de dificuldade deve ser aumentado gradativamente, já que algo muito rígido pode piorar ainda mais a motivação.

Focar na sensação sentida depois do exercício, é mais uma técnica que pode ajudar. Como se exercitar faz o organismo produzir endorfina, um dos neurotransmissores responsáveis por prazer e relaxamento, algumas pessoas chegam até a ficar irritadas, ansiosas, depressivas, cansadas e com péssimo humor quando deixam de se exercitar. Outra dica. Treine acompanhado. Procure um amigo ou uma pessoa com quem se divirta. Ou com treinos desenvolvidos especificamente para você e praticados nos horários que melhor encaixem na sua agenda, tal esforço pode se tornar muito mais agradável. Mas para tal, um especialista é fundamental.

Treino matutino. Realizar exercícios no início do dia é outro segredo para se manter empolgado. Isso porque, segundo um estudo publicado no jornal inglês Psychology and Health, existe uma certa quantidade de força de vontade limitada para cada dia. Portanto, à medida que as horas passam e as pessoas destinam atenção para outras atividades cotidianas, e a motivação vai se perdendo. Outros cuidados importantes, são com a alimentação, já que nos meses mais frios tendemos a comer alimentos mais calóricos e ganhar peso. Manter-se hidratado no inverno é tão importante quanto no verão. E é muito importante se manter agasalhado para que ocorra a manutenção do aquecimento corporal, mas deve-se evitar a sobreposição excessiva de peças, pois ao invés de aquecer, faz o corpo transpirar demais, o que poderá desencadear uma desidratação. Seguindo estes cuidados, o frio será bem menos doloroso.


Artigos . Saúde poupada

08/05/2017

Este estudo que aqui reproduzo, mostra o quanto a economia se beneficiaria se a pratica da educação física tivesse uma pequena adesão a mais de crianças em idade escolar. Mas o quanto da saúde seria poupada, isto é incomensurável.

Um estudo da Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins mostrou que se houvesse um aumento de 32% para 50% no número de crianças do ensino fundamental que fazem, ao menos, 25 minutos de atividade física três vezes por semana, R$70 bilhões em custos médicos e salários perdidos ao longo de suas vidas seriam poupados. Uma estimativa feita pelos EUA é de que a economia seria de US$ 21,9 bilhões. A pesquisa sugere que esse pequeno aumento na frequência de exercício na faixa etária de crianças entre 8 e 11 anos resultaria na diminuição de 340 mil jovens obesos ou com sobrepeso, uma redução de mais de quatro pontos percentuais no índice atual.

Com esse assunto em pauta nos últimos anos, muitos estudos têm demonstrado que um alto índice de massa corporal aos 18 anos está associado a um IMC também elevado ao longo de toda a idade adulta. Todas essas questões aumentam o risco subsequente de desenvolver doenças como diabetes e problemas cardíacos associados a obesidade ou excesso de peso, o que, consequentemente, pode levar a substanciais custos médicos e perda de produtividade. Esse assunto também é pauta no Brasil, onde o índice de obesos aumentou 60% na última década, alcançando 18,9% da população em idade adulta. Segundo o Ministério de Saúde, mais da metade dos brasileiros está acima do peso. Para o pesquisador, os gastos que são evitados pela maior frequência de exercícios entre crianças superam os gastos necessários para investir em mais programas de atividades físicas.

      Com o crescimento da obesidade infantil, precisaríamos criar mais programas de educação física e não cortá-los. Temos que incentivar as crianças a serem ativas, a reduzirem o tempo em frente ao computador e TV e fazê-las se mexerem novamente. É importante para a saúde financeira do país, mas principalmente para saúde física delas.

Artigos . Estilo de vida

15/05/2017

É muito comum se atribuir a questões familiares algum desequilíbrio metabólico, como: colesterol elevado, triglicerídeos ou outro biomarcador. Sendo alterações dessas características consideradas  muitas vezes como algo da qual não podemos fugir. É certo que apresentamos um conjunto de genes que definem algumas características pessoais, como: aparência, capacidade física, suscetibilidade a doenças e até distúrbios psicológicas. Apesar de algumas características genéticas serem inalteráveis, nem todos os genes que herdamos são obrigatoriamente manifestados.

Uma pessoa, ao apresentar um gene que predispõe a um risco para desenvolvimento de diabetes tipo 2, por exemplo, não necessariamente será acometida pela doença ao longo de sua vida. Ela apresentará uma tendência maior a desenvolver a patologia do que outra pessoa que não possua o gene. No entanto, o que fica cada vez mais evidente hoje é que, à medida que o conhecimento da genética avança, um gene não muito favorável pode ser “acionado” ou não com base em uma série de fatores, e grande parte desses fatores pode ser controlada. Isso pode ser observado claramente quando analisamos gêmeos idênticos, que apresentam o material genético idêntico, mas há casos em que um desenvolve determinada doença ou condição e outro não.

Por que, hoje já sabemos que essa questão é mais complexa do que anteriormente se acreditava. Os fatores que desempenham um papel importante na expressão de um gene, sendo ele relacionado a uma característica boa ou ruim, são: a dieta e o estilo de vida ou hábitos diários. Em essência, a maneira como a vida é conduzida, como e onde se vive, determina se os genes que você herdou serão expressos na forma de doenças ou não. Assim, através do conhecimento dessas características e riscos genéticos, é possível implementar um plano de saúde e uma prevenção individualizados, o que reduz a probabilidade de desenvolvimento de doenças às quais se é geneticamente propenso.

Hoje existem análises que possibilitam identificar diversos riscos genéticos assim como a resposta a fatores ambientais, como dieta, exercício e poluentes. Ao conhecer essas predisposições, é possível controlar de maneira mais intensificada os hábitos diários para evitar o desenvolvimento de doenças.

 

Artigos . Não somente físico

29/05/2017

Como as pressão por evolução em curto espaço de tempo e tentativas de superar limites sem respeitar alertas do corpo trazem prejuízos para saúde de atletas? Para responder isto, as características de personalidade e aspectos psicológicos estão sendo estudados e apontados como fatores que contribuem para as lesões e diminuição de desempenho. Vencer dificuldades e evoluir com certeza são pontos positivos para quem pratica algum esporte. Mas isso deve ser feito respeitando os limites do corpo. Conheci atletas que se lesionaram e não cumpriram o período de recuperação porque já tinham uma nova competição agendada. O resultado foi obvio, uma piora da lesão, maior tempo de recuperação e chances de novas lesões. Existe uma frase que muitos profissionais da saúde não gostariam que fosse famosa. “Sem dor, sem ganhos.” A dor é um sinal de alerta do corpo de que algo está errado e deve ser corrigido. Saber a hora de parar parece algo simples, mas muitas vezes é ignorado por uma urgência em resultados.

E para saber a hora de recomeçar exige uma atenção interdisciplinar. Cabeça e músculos devem trabalhar juntos. A atuação na reabilitação possui duas frentes de intervenções. A primeira visa a reabilitar o atleta ou o praticante de esporte lesionado, a qual estávamos falando. Mas a segunda vai além, consiste na reabilitação pelo esporte, ou seja, com pessoas que necessitam da atividade física como prescrição médica para prevenção da saúde ou melhorar a qualidade de vida.

Quando um atleta se lesiona, ele não se machuca somente fisicamente. As consequências negativas das lesões ultrapassam claramente a saúde física dos indivíduos, podendo comprometer o equilíbrio e a saúde mental. Sintomas psicológicos resultantes de uma lesão, tais como: ansiedade, depressão, medos, desespero, frustração, impaciência e a não adesão ao plano de tratamento caracterizam esse comprometimento. Algumas reações psicológicas mais severas podem ter um impacto mais sério na vida do atleta. As vivencias no período lesionado são similares a teoria dos estágios do luto, São eles: Estágio da negação, da raiva, da negociação, da depressão e por último a da aceitação. O acompanhamento psicológico é um aliado fundamental que irá proporcionar ao atleta mais uma ferramenta para o período de reabilitação e retorno as atividades específicas.

 

Artigos . Comece pelo básico

17/07/2017

Segundo a Federação Mundial de Cardiologia, pessoas que não praticam exercícios físicos têm um risco duas vezes maior de sofrer doenças do coração quando comparadas a quem pratica regularmente, independente de estar ou não acima do peso. O Ministério da Saúde, mostra que menos da metade das pessoas com idade entre 18 e 24 anos fazem atividade física e este número diminui muito mais a partir dos 65 anos.

A pratica mais básica e recomendada é a a caminhada, pois não requer nada que não esteja ao nosso alcance. A melhor opção é sempre realizar atividades físicas com orientação, no entanto, a OMS reforça que os riscos de não se exercitar são muito maiores do que os de fazer atividades físicas sozinho. Para proteger sua saúde explico sete cuidados que se deve ter antes de começar a se exercitar.

A visita a um médico é fundamental antes de iniciar uma atividade física para qualquer pessoa, principalmente se houver fatores de risco associados. Sendo ainda mais importante para quem tem doença cardiovascular, metabólica ou mais de 40 anos.

Exercícios preparatórios antes das atividades físicas é básico para qualquer um. Eles são importantes para a comunicação do sistema muscular com o sistema nervoso e aumenta muito o rendimento fisiológico da pessoa. O aquecimento eleva a temperatura corporal e a frequência cardíaca, de tal forma que leva mais sangue, nutrientes e oxigênio para os músculos.Escolha o melhor lugar. Procure por terrenos livres de obstáculos e planos. Com a progressão é possível mudar o estímulo, alternando entre terrenos planos e pequenas subidas.

Já para a intensidade do treino, use o nível de sua capacidade física como referência. De maneira geral, comece com um ritmo confortável e evolua de acordo com o ganho de condicionamento físico. As primeiras semanas de exercício físico são um período de adaptação do corpo à atividade física, por isso, a recomendação é iniciar com 20 minutos três vezes por semana. Subindo gradativamente até na quarta semana cumprir trinta minutos cinco dias na semana, recomendados pela OMS. Uma postura correta é fundamental e para isto existem exercícios educativos. Desta forma, reeduca-se a pessoa para que ele previna lesões, economize energia gasta de forma desnecessária com contrações musculares erradas.

E por último, ouça seu corpo. Durante o exercício, fique atento à sua frequência cardíaca e a respiração. A falta de ar ao correr ou caminhar indica que as moléculas de oxigênio não estão sendo adequadamente absorvidas pelo sangue. O que pode levar a um trauma.

Artigos . Equilíbrio sem dor

24/07/2017

Existe um termo na física que se aplica em materiais cujos componentes usam da tração e da compressão de forma a lhes proporcionar estabilidade e resistência. Em linhas gerais, o conceito é descrito por uma relação entre forças contrárias, em que a tração é contínua e a compressão descontínua, como um balão cheio de ar,  as paredes do balão agem em tensão, enquanto as moléculas de ar agem comprimindo-as. Mesmo sendo o balão feito de material fino, fraco e instável, é isso que dá a ele estabilidade. Nos seres humanos é mais ou menos da mesma forma e isso se chama tensegridade muscular e também pode ser aplicado quando nos referimos à interação entre músculos e ossos.

Se essa interação não for harmoniosa, algum tipo de lesão pode ser desenvolvida a curto ou longo prazo, causando alterações posturais. Por isso, é tão importante a prática de exercícios físicos adequados e de forma consciente. Como os músculos atuam em uma tração contínua e os ossos, em uma compressão descontínua, dando assim estabilidade estática e dinâmica às partes do corpo e ao movimento. Se ocorrer algum desequilíbrio entre essas duas estruturas, é provável que não ocorra uma congruência articular adequada. A ausência dessa harmonia pode comprometer a locomoção, a partir do momento em que há uma sobrecarga em estruturas importantes do corpo como tendões e ligamentos. Em aspectos gerais, o ser humano tem alterações na sua forma, que é algo próprio do dia a dia. A rotina faz isso, criando um padrão que causa um desalinhamento postural. E toda vez que tiver esse desarranjo, aparecem dores e, consequentemente, lesões. Os exercício adequados devem melhorar o padrão postural alterado por meio do trabalho de força, flexibilidade e melhora da consciência corporal.

Toda a modalidade de exercício que proporciona um correto posicionamento das estruturas ósseas durante a execução, como musculação, aulas de ginástica em grupo, atividades na água e esportes de uma forma geral destacam-se como sendo fundamentais para manter a tensegridade muscular.

E para se chegar ao exercício ideal é necessária uma análise de padrão de movimento, que deve ser feita já na primeira avaliação. Para logo após definir quais os exercícios são necessários para harmonizar a interação entre músculos e ossos, assim sem riscos de lesão.

Artigos . Ganhe descansando

31/07/2017

Quando começamos a fazer algum esporte ou a treinar, seja eles qual forem, sempre se tem um objetivo, e se neste objetivo esta o crescimento, a melhora no desempenho, a melhora técnica, é imprescindivelmente que haja pausa, descanso ou um momento de recuperação. Por que? Por isto ser tão importante quanto o próprio treinamento, na verdade faz parte dele. Talvez a parte mais importante, pois é neste momento que se o obtém o ganho.

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, resolveu entender o impacto do sono no desempenho atlético. Tal pesquisa teve como resultado um melhor desempenho dos atletas que aumentaram as horas de sono. Isso porque é durante esta fase do ciclo do dia que o corpo processa o hormônio do crescimento, o famoso GH, importante na reparação dos tecidos danificados pelo Exercício físico. A falta de descanso interfere nessa reparação, prejudicando assim os objetivos a serem alcançados. Devemos entender que destruímos nossas fibras musculares e, para que haja evolução no treinamento, precisamos recuperá-las.  E somente o descanso pode dar esta condição.

É importante deixar claro que o descanso não se restringe apenas em dormir. Deitar alguns tempo, tirar um dia de folga ou fazer uma atividade relaxante também ajuda. Momentos descontraídos e experiências de lazer podem ser essenciais para os treinamentos seguinte serem mais divertidos e produtivos. Outra forma de recuperação eficiente são as atividades de baixo impacto. Quando estimulamos os músculos de outra maneira que não seja a do próprio objetivo, com a intensidade correta, estamos fazendo o que é conhecido como regenerativo. Quem corre pode usar a bicicleta por exemplo, a natação ou a musculação, para atingir o objetivo de reparar o que o treino intenso danificou.

E o mais importante de tudo, é que não ter o descanso correto é uma das principais causas de lesões. Com uma recuperação falha, os músculos não têm tempo hábil para se regenerarem, em consequência, não evoluem podendo chegar a consequências bem graves. Em situações mais extremas, isso pode ser a causa do ‘overtraining’, excesso de treinamento, e assim colocar todos os objetivos por água abaixo.

Artigos . Ele é a lenda

14/08/2017

Muitos gênios já passaram por este planeta. Alguns mudaram a física, outros a medicina, alguns salvaram vidas, outros não foram intendidos, mas todos deixaram um legado.

Quando se fala em esporte e quando se fala em olimpíadas, um atleta certamente não será esquecido, não só pelos seus feitos como atleta, mas também pelo que ele representa para seu povo e para todos os admiradores daquele atleta completo. A última semana nos mostrou o epílogo da trajetória de um gênio e o desfecho não poderia ser mais dramático para uma carreira tão gloriosa.

Nascido numa pequena cidade da Jamaica, ainda criança, começou a demonstrar seu potencial para a velocidade e aos 12 anos era o mais rápido aluno nos 100 metros rasos. Sua trajetória como atleta foi em um crescente rápido, em 2001 já disputou sua primeira competição internacional, baixando sua marca pessoal. No ano seguinte continuou a ganhar medalhas sendo considerado o atleta do torneio depois de ganhar quatro medalhas de ouro. Em 2004, aos 17 anos virou profissional e se tornou o primeiro velocista júnior a quebrar os 20s para os 200 m rasos. Em 2006 bateu o recorde de um dos mitos e um dos seus maiores concorrentes, Justin Gatlin e que mais tarde se encontrariam em uma das provas mais enigmáticas do atletismo mundial. Já nesta época, insistia com seu técnico para correr também os 100 m rasos, ele não concordava, pois o achava mais adequado para os sprinters mais longos, 200 e 400 m. Com a sua insistência começou a praticar os 100 m e seus resultados começaram a aparecer, chegando nas olimpíadas de Pequim já como favorito ao ouro. Venceu a prova com novo recorde mundial, 9.69, primeiro homem abaixo de 9.7, segurando na chegada e batendo no peito, com a sapatilha desamarrado, muito à frente dos adversários. Começava aí nascer  uma lenda. Já nos jogos olímpicos de  Londres, na final dos 100 m, venceu novamente com 9.63, um tempo melhor que o de Pequim. Chegando ao Rio de Janeiro com marcas absurdas como os 9.58 de Berlin. E aqui mais uma vez fez historia, com mais três medalhas de ouro para seu pais. Tornando-se assim o velocista com maior numero de medalhas de ouro.

Mas lembram de um outro corredor? Justin Gatlin. Ele reaparece na final do mundial de 2017. Final dos 100m e vence Bolt. Usain fica com o bronze. O estádio se cala. Gatlin ajoelha a frente do Jamaicano e o reverencia. Aqui se encerra a trajetória de uma lenda com o público em êxtase. Os deuses do Olimpo agradecem. Obrigado Usain Bolt.

Artigos . Eles que mandam

21/08/2017

Nossa vida seria sem alegria, sem cor, sem amor, sem sentimentos e sem emoções,  assim seria se nosso organismo não houvesse a ação dos hormônios. São eles que fazem com que as pessoas amem, odeiem, tenham explosões de prazer quando comem ou realizam alguma outra atividade prazerosa e também se suicidem,  por exemplo.

Uma pesquisa publicada recentemente mostrou claramente as funções dos hormônios e como eles têm a capacidade de interferir diretamente na saúde e no dia a dia. Uma peculiaridade entre as  mulheres, por exemplo, é comum que aquelas que passam muito tempo juntas acabem menstruando no mesmo período. Isso ocorre por causa dos feromônios, que são substâncias exaladas pelo corpo durante essa época, eles são liberados para chamar a atenção dos parceiros, mas acabam atingindo também outras mulheres. Por isso, de modo inconsciente, elas “absorvem” que as outras ao seu redor estão ovulando e também começam a liberar hormônios. Os cientistas observaram também sobre a TPM, que além da conhecida irritação, podem ocorrer também outros sintomas, como aumento de apetite e da sensibilidade, que podendo desequilibrar o dia a dia. Nesta fase, é importante não tomar nenhuma decisão importante, já que é um momento de grandes alterações hormonais, que podem influenciar muito como conduzir qualquer assunto. Caso a mulher se estresse muito, ela pode ter um aumento do hormônio do estresse, que é o cortisol, em excesso por muito tempo, ele pode prejudicar a saúde e até causar alterações no peso, no ciclo menstrual e no sono.

Os exercícios físicos de uma maneira geral são uma ferramenta fantástica para controlar o estresse e os sintomas da TPM, devido a liberação de endorfina e outros hormônios que concorrem com os produzidos na época menstrual. É possível, dessa maneira, reduzir os níveis de ansiedade e as alterações de humor. Assim como na mulher que há uma regulação no hormônio feminino, no homem os exercícios  físicos são  também uma maneira de regular  os níveis de testosterona. Assim os hormônios são responsáveis por quase tudo que ocorre no nosso organismo.

Artigos . Morte dos ossos

18/09/2017

Uma aluna me procurou por estar referindo dor em demasia no quadril. Especulamos por algum momento e ela me relatou algumas características que me deixou preocupado. 49 anos, obesa, 2 filhos de parto normal, negra, a dor a impedia de realizar os afazeres diários há 1 semana. Entrou na menopausa há 2 anos e faz uso contínuo de corticosteróide para tratamento de bronquite asmática. Logo recomendei um médico especialista, o diagnostico; Necrose óssea. 

Consumo exagerado de álcool e excesso de colesterol no sangue estão entre os fatores que reduzem a circulação sanguínea no osso e podem causar a morte. Existem outras causas, como: traumatismo ou embolia gasosa (doença da descompressão), radioterapia e anemia falciforme, mas a terapia com corticoides é a causa mais frequente. No caso em questão alguns fatores são claros causadores. A anemia falciforme deve ser lembrada nas pessoas da raça negra com doença sanguínea, e o uso de corticosteróide nos quadros de bronquite.

Além da morte do tecido ósseo esta patologia pode levar a pequenas rachaduras e eventual colapso do osso.  O fluxo sanguíneo para uma parte do osso pode ser interrompido se o osso é fraturado ou a articulação fica deslocada. Também associada com o uso a longo prazo de doses elevadas de medicamentos esteroides. Sendo que qualquer um pode ser afetado por ela, mas é mais comum em pessoas entre 30 e 60anos.

      Alguma pessoas só sentem os sintomas quando o quadro se agrava, ai a articulação afetada pode sofrer um colapso principalmente se colocar peso sobre ela. A dor pode ser leve ou aguda e geralmente aumenta gradualmente. Dor associada com necrose avascular do quadril, como neste caso, pode ser focada na virilha, coxa ou na nádega. Além do quadril, outras áreas como: ombro, joelho, mão e pé podem ser afetadas. Para se tratar, o importante é saber a extensão do dano ósseo, nas fases iniciais, os sintomas podem ser reduzidos com medicação e terapia. Já nos casos mais avançados a opção é cirúrgica, para descomprimir, remodelar, transplantar tecido ósseo ou a substituição total da articulação.

Evite o consumo excessivo de álcool. E ao fazer uso de corticoides, que seja sempre com orientação médica. E mantenha os níveis de colesterol sempre baixos, pois minúsculos pedaços de gordura são as substâncias mais comuns que bloqueiam o fornecimento de sangue aos ossos.

Artigos . Nobel de medicina

09/10/2017

Praticamente todos organismos em nosso planeta, dos mais simples seres unicelulares aos mais complexos animais, têm algum tipo de relógio biológico interno. Então esta descoberta de três cientistas norte americanos é fundamental não só para entender os efeitos de quem faz um viagem intercontinental, mas também para entender algumas doenças que estão associadas a isto, como: obesidade, diabetes, câncer e até casos de morte súbita.      

Quem viaja conhece o descompasso entre nosso relógio biológico, ajustado a um ciclo de 24 horas no ponto de origem, e o horário do destino, com os períodos do dia que evidenciam essa desarmonia com o também chamado ritmo circadiano. Sua função principal não é simplesmente responder a estímulos externos, como a claridade trazida pelo nascer do Sol ou a escuridão do poente, mas se antecipar a estes acontecimentos, preparando o corpo para eles. Assim, não é por acaso que ele funciona justamente com o período de rotação da Terra.

O estudo de um pequena planta que abria suas folhas ao nascer do sol e as fechavam ao por do sol, mesmo se tivessem sido deixadas o dia inteiro em um lugar escuro, provaram que a ação era independente de estímulos externos, e assim se deu início ao entendimento da regulação do relógio biológico interno. Mais tarde em 1971 foi anunciado a identificação do primeiro gene regulador deste relógio biológico interno, este gene que governa a fabricação de uma proteína que se acumula nas células durante a noite e se degrada durante o dia, funcionando como a areia que escorre em uma ampulheta. De lá para cá, outros grupos de cientistas identificaram ainda mais genes que atuam nesta regulação, demonstrando que o relógio biológico endógeno na verdade tem múltiplos mostradores, com os diferentes tecidos e órgãos do corpo seguindo seus próprios horários.

E foi justamente as descobertas dos mecanismos moleculares por trás dos ritmos circadianos. Que fez estes três cientistas serem agraciados com o Nobel de medicina. Na prática, eles permitem que as células e os organismos que o formam tenham um comportamento otimizado dependendo da hora do dia. O trabalho deles foi decifrar quais são as engrenagens moleculares do chamado relógio interno. A grande sacada dos pesquisadores foi perceber que existe um processo de retroalimentação que configura o relógio. Assim além de compreender o funcionamento dos organismos, seria possível prever e ate evitar problemas causados pela desregulação do relógio biológico. 

Artigos . Nobel de medicina

09/10/2017

Praticamente todos organismos em nosso planeta, dos mais simples seres unicelulares aos mais complexos animais, têm algum tipo de relógio biológico interno. Então esta descoberta de três cientistas norte americanos é fundamental não só para entender os efeitos de quem faz um viagem intercontinental, mas também para entender algumas doenças que estão associadas a isto, como: obesidade, diabetes, câncer e até casos de morte súbita.      

Quem viaja conhece o descompasso entre nosso relógio biológico, ajustado a um ciclo de 24 horas no ponto de origem, e o horário do destino, com os períodos do dia que evidenciam essa desarmonia com o também chamado ritmo circadiano. Sua função principal não é simplesmente responder a estímulos externos, como a claridade trazida pelo nascer do Sol ou a escuridão do poente, mas se antecipar a estes acontecimentos, preparando o corpo para eles. Assim, não é por acaso que ele funciona justamente com o período de rotação da Terra.

O estudo de um pequena planta que abria suas folhas ao nascer do sol e as fechavam ao por do sol, mesmo se tivessem sido deixadas o dia inteiro em um lugar escuro, provaram que a ação era independente de estímulos externos, e assim se deu início ao entendimento da regulação do relógio biológico interno. Mais tarde em 1971 foi anunciado a identificação do primeiro gene regulador deste relógio biológico interno, este gene que governa a fabricação de uma proteína que se acumula nas células durante a noite e se degrada durante o dia, funcionando como a areia que escorre em uma ampulheta. De lá para cá, outros grupos de cientistas identificaram ainda mais genes que atuam nesta regulação, demonstrando que o relógio biológico endógeno na verdade tem múltiplos mostradores, com os diferentes tecidos e órgãos do corpo seguindo seus próprios horários.

E foi justamente as descobertas dos mecanismos moleculares por trás dos ritmos circadianos. Que fez estes três cientistas serem agraciados com o Nobel de medicina. Na prática, eles permitem que as células e os organismos que o formam tenham um comportamento otimizado dependendo da hora do dia. O trabalho deles foi decifrar quais são as engrenagens moleculares do chamado relógio interno. A grande sacada dos pesquisadores foi perceber que existe um processo de retroalimentação que configura o relógio. Assim além de compreender o funcionamento dos organismos, seria possível prever e ate evitar problemas causados pela desregulação do relógio biológico. 

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