Artigos . Anabolizantes

15/07/2013

Esta classe de hormônios esteróides naturais e sintéticos que promovem o crescimento celular e a sua divisão, resultando no desenvolvimento de diversos tipos de tecidos, especialmente o muscular e ósseo. Geralmente derivadas do hormônio sexual masculino, a testosterona, e podendo ser normalmente administradas por via oral ou injetável.

Os esteróides androgênicos anabólicos estão se tornando, a cada dia, um hábito comum, principalmente por alguns praticantes de esportes, para aumentar a competitividade, ajudar na cura de lesões ou simplesmente por questões estéticas. Nas academias e por praticantes de musculação o uso passa a ser preocupante para os órgãos de saúde. E o consumo excessivo desse tipo de produto e sem o acompanhamento devido de um especialista é extremamente perigoso e pode causar danos irreparáveis a saúde.

Com o uso indiscriminado destas substâncias alguns efeitos colaterais podem acontecer tanto em homens e mulheres, tais como: aumento de acnes, queda de cabelo, distúrbios da função hepática, tumores no fígado, explosões de ira ou comportamento agressivo, paranóia, alucinações, psicoses, coágulos de sangue, retenção de líquido no organismo, aumento da pressão arterial e risco de adquirir doenças transmissíveis (AIDS, Hepatite). No caso das mulheres, o uso de anabolizantes pode gerar características masculinas no corpo, como engrossamento da voz e surgimento de pêlos além do normal. Além disso, aumento do tamanho do clitóris, irregularidade ou interrupção das menstruações, diminuição dos seios e aumento de apetite. Já nos homens, o excesso de anabolizantes pode causar aparecimento de mamas, redução dos testículos, diminuição da contagem dos espermatozóides e calvície.

Em adolescentes, as consequências são ainda piores, como comprometimento do crescimento, maturação óssea acelerada, aumento da frequência e duração das ereções, desenvolvimento sexual precoce, hipervirilização, crescimento do falo (hipogonadismo), aumentos dos pelos púbicos e do corpo.

Mas sob orientação de especialistas esses hormônios tem uma função extremamente importante na reposição hormonal em homens com deficiência desta substância e para ajudar pacientes aidéticos a recuperar peso. Nos casos de necessidade clínica, os pacientes são indicados a tomarem doses muito específicas para regularizar esta disfunção.

 

Segundo um estudo, foi traçado o perfil do usuário de anabolizantes no mundo. De acordo com os dados, o usuário típico não é o adolescente ou o atleta, mas o homem de cerca de 30 anos, com boa educação e com renda superior. A pesquisa foi muito ampla e realizada em mais 80 países, indicando que o motivo principal para o uso desses compostos é o aumento da musculatura e a busca pela beleza corporal.

Artigos . A morte ou a Glória

08/12/2014

Um dos maiores fenômenos do esporte mundial fazia uso intenso de doping para aumentar seu desempenho como ciclista.  Lendo a biografia de Lance Armstrong da autora Juliet Macur confirmei que o uso de substâncias ergogênicas é mais regra do que exceção em esportes de alto desempenho.

 Esta semana foi divulgada a notícia de mais uma atleta flagrada no exame antidoping. Desta vez foi a queniana Rita Jeptoo, que venceu as últimas edições das maratonas de Chicago e Boston. Como o doping foi constatado em um exame feito no mês de setembro, e a maratona de Chicago foi realizada depois disso, a corredora corre sério risco de perder o prêmio que recebeu correspondente a algumas centenas de milhares de dólares.

 

A substância constatada foi a eritropoietina (EPO), que frequentemente aparece quando se trata de doping de atletas em eventos de longa duração. Esta substância era usada por Lance e seus companheiros de equipe US Postal Service como o sagrado combustível da vitória.  Já que o efeito desta substância é aumentar a produção dos glóbulos vermelhos no sangue, potencializando assim a capacidade de transporte de oxigênio, fator fundamental para proporcionar um aumento da produção de energia aeróbica e consequentemente a melhora de desempenho. A vigilância das agências de controle antidopagem como a WADA (Agência Mundial Antidoping) tem sido muito rigorosa. Além dos eventuais controles feitos por ocasião das grandes competições, o controle antidoping também ocorre durante períodos nos quais os atletas estão treinando, geralmente sem esperar que o controle ocorra. Mas para que estas conquistas se concretizassem vidas foram perdidas, pois a EPO apesar de melhorar o desempenho, tem como efeito uma perigosa elevação da viscosidade do sangue. Quando o plasma se torna mais rico em células, ele fica tão denso que a consequência é uma elevação da pressão arterial. Este efeito é extremamente perigoso, podendo provocar acidentes vasculares com consequências fatais. Esta prática consiste em uma estratégia perigosa, invariavelmente cobrando um preço muito alto pela melhora do desempenho. Além de ser uma contravenção perante as leis do esporte é uma séria agressão em termos de saúde. Mas os valores em prêmios e a fama para muitos atletas justifica qualquer risco para com sua saúde.

 

 Foi feita uma pesquisa com atletas universitários americanos, com a seguinte pergunta: Você faria qualquer coisa para ganhar uma medalha olímpica, mesmo que tal ato pudesse custar a sua vida. A maioria disse SIM.

Artigos . Anderson e o dopping

09/02/2015

Na última semana um dos maiores lutadores de MMA da atualidade teve seu exame antidoping com indicação de positivo para presença de metabólitos de drostanolona e androsterona e sempre que isso acontece muitos questionamentos são levantados, principalmente próximo do maior evento esportivo do planeta.

      Um acompanhamento com sanções mais rigorosas, com a duplicação do tempo de suspensão da pena, e a previsão de punir não apenas para os atletas, mas também médicos e treinadores envolvidos nos casos de doping, a Wada (Agência Mundial Antidopagem), colocou em vigor no começo deste ano algumas destas novidades que servirá como legislação para as Olimpíadas do Rio, em agosto do ano que vem.

Falar de doping em um país que sediará as olimpíadas tem que obrigatoriamente falar em regulamentações e precauções. E nisto as autoridades brasileiras já estão se preparando. O plano das autoridades que cuidam estes detalhes é submeter a testes, ainda em 2015, todos os atletas que defenderão a bandeira nacional nos Jogos. A última versão do código da Agência Mundial Antidopagem era de 2009. A de 2015 elevou de dois para quatro anos (um ciclo olímpico completo) a pena-base para atletas flagrados usando substâncias proibidas. Uma das principais intenções dos legisladores é combater o chamado “doping sistemático”, quando equipes inteiras, incluindo médicos, treinadores e atletas, usam o drible à lei para melhorar o desempenho. Em alguns casos, as punições podem chegar a dez anos de suspensão. Como nas duas semanas dos Jogos, há um verdadeiro boom de produtividade do laboratório antidoping, diferente dos momentos “normais”, quando um laboratório realiza entre 5 mil e 8 mil testes, com tempo de divulgação do resultado em torno de duas semanas. Nas Olimpíadas, a previsão é que sejam feitos 5 mil testes em duas semanas, com o resultado saindo em 24 horas. Para isso, os principais especialistas na área de todo o mundo virão ao Rio em agosto de 2016, num esforço mobilizado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

Assim, mais uma vez, os esforços para garantir uma lisura no esporte e não o ganho a qualquer custo está e eu espero que consigam, sendo empregados pelos órgãos competentes.

 

 

Artigos . Droga à longo prazo

18/07/2016

Estamos nos aproximando da maior competição do planeta, mas também do evento em que mais casos de doping são registrados. O uso dos esteróides anabólicos continua a ser um problema que requer uma constante vigilância para coibir seu uso, a legislação continua bastante rígida e as punições pelo doping, estabelecem penas que suspendem o atleta por períodos que normalmente vão de um a dois anos de penalização. Este período pressupõe, inclusive, que o atleta não possa se beneficiar dos efeitos da droga e só será novamente liberado para competir quando não houver mais favorecimento.

Mas recentemente foi publicado no Jounal of Physiology uma pesquisa que certamente vai gerar reconsiderações sobre a atual legislação. Estudiosos da Noruega investigaram os efeitos dos anabolizantes em um trabalho com ratos e obtiveram resultados surpreendentes. Esteroides foram administrados a um grupo de animais que foram acompanhados por um longo período de tempo, inclusive após a suspensão de seu uso.  Quando comparados com animais de um grupo controle, os ratos que utilizaram estas substancias tiveram ganho de massa muscular bastante potencializado quando realizavam exercícios.  Mas o surpreendente foi o que se observou após vários meses de suspensão do uso da droga. Quando os ratos que haviam usado esteróides voltavam a fazer exercícios vários meses após a suspensão do uso, voltavam a ter um ganho de massa muscular ainda muito superior aos ratos controle mesmo não voltando a usar a droga.

Os cientistas constataram que o esteróide provocava um aumento significativo do número de núcleos das células musculares que persistia mesmo após a suspensão da droga. É como se os músculos adquirissem uma memória que voltaria a ser utilizada bastante tempo depois, para de novo aumentar a síntese de proteínas e ganhar massa muscular. O que geraria no caso de atletas um resíduo que traria benefícios mesmo após o período de suspensão, neste caso sem registro do doping. Dúvidas a vista! Mas trata-se ainda de um trabalho realizado com ratos, cujas evidências se comprovadas em novos trabalhos poderão alterar radicalmente a legislação antidoping. Esperamos para ver.

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