Artigos . Ele é a lenda

14/08/2017

Muitos gênios já passaram por este planeta. Alguns mudaram a física, outros a medicina, alguns salvaram vidas, outros não foram intendidos, mas todos deixaram um legado.

Quando se fala em esporte e quando se fala em olimpíadas, um atleta certamente não será esquecido, não só pelos seus feitos como atleta, mas também pelo que ele representa para seu povo e para todos os admiradores daquele atleta completo. A última semana nos mostrou o epílogo da trajetória de um gênio e o desfecho não poderia ser mais dramático para uma carreira tão gloriosa.

Nascido numa pequena cidade da Jamaica, ainda criança, começou a demonstrar seu potencial para a velocidade e aos 12 anos era o mais rápido aluno nos 100 metros rasos. Sua trajetória como atleta foi em um crescente rápido, em 2001 já disputou sua primeira competição internacional, baixando sua marca pessoal. No ano seguinte continuou a ganhar medalhas sendo considerado o atleta do torneio depois de ganhar quatro medalhas de ouro. Em 2004, aos 17 anos virou profissional e se tornou o primeiro velocista júnior a quebrar os 20s para os 200 m rasos. Em 2006 bateu o recorde de um dos mitos e um dos seus maiores concorrentes, Justin Gatlin e que mais tarde se encontrariam em uma das provas mais enigmáticas do atletismo mundial. Já nesta época, insistia com seu técnico para correr também os 100 m rasos, ele não concordava, pois o achava mais adequado para os sprinters mais longos, 200 e 400 m. Com a sua insistência começou a praticar os 100 m e seus resultados começaram a aparecer, chegando nas olimpíadas de Pequim já como favorito ao ouro. Venceu a prova com novo recorde mundial, 9.69, primeiro homem abaixo de 9.7, segurando na chegada e batendo no peito, com a sapatilha desamarrado, muito à frente dos adversários. Começava aí nascer  uma lenda. Já nos jogos olímpicos de  Londres, na final dos 100 m, venceu novamente com 9.63, um tempo melhor que o de Pequim. Chegando ao Rio de Janeiro com marcas absurdas como os 9.58 de Berlin. E aqui mais uma vez fez historia, com mais três medalhas de ouro para seu pais. Tornando-se assim o velocista com maior numero de medalhas de ouro.

Mas lembram de um outro corredor? Justin Gatlin. Ele reaparece na final do mundial de 2017. Final dos 100m e vence Bolt. Usain fica com o bronze. O estádio se cala. Gatlin ajoelha a frente do Jamaicano e o reverencia. Aqui se encerra a trajetória de uma lenda com o público em êxtase. Os deuses do Olimpo agradecem. Obrigado Usain Bolt.

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