Artigos . Epidemia de preguiça

17/09/2018

Uma em cada quatro pessoas no mundo estão no grupo de alto risco das doenças que mais matam e debilitam, por que? – não se exercitam. A falta de atividade física leva este grupo a desenvolverem enfermidades cardiovasculares, diabetes 2, demências e até alguns tipos de câncer. E isto virou um a epidemia.

Um estudo publicado na revista The Lancet, feito pela Organização Mundial da Saúde, entre 2001 e 2016, mostra que o nível de atividade física global no não mudou, e se continuar assim, a meta de melhorar o quadro até 2025, assumida pelos países membros da OMS, não será alcançada. O que acende o alerta é que o estudo traz uma compilação de dados fornecidos pelos órgãos oficiais de 168 países, referentes a 358 pesquisas populacionais com 1,9 milhão de adultos acima de 18 anos. Neles, os entrevistados reportam os níveis de atividade diárias, seja no trabalho, em casa, no deslocamento ou no lazer. Sendo que 75% não se movimentam suficientemente, pelos padrões da OMS, que são ao menos 150 minutos de atividade moderada/intensa ou 75 minutos de atividade vigorosa por semana. No Brasil, 47% da população não faz atividade suficiente, sendo 53,3% das mulheres e 40,4% dos homens admitindo que se mexem menos do que deveriam. Além de figurar nos primeiros lugares do ranking do sedentarismo, o Brasil compõe o grupo dos países que registraram aumento de 5% nessa tendência desde 2001. No ano passado, um levantamento nacional trouxe dados ainda mais preocupantes. A pesquisa mostrou que 60% dos brasileiros com mais de 15 anos são sedentários. Ao mesmo tempo, outro levantamento da OMS divulgado em 2017 mostrou que, por ano, 300 mil pessoas morrem no Brasil por doenças associadas à inatividade física.

Assim como o Brasil, o restante da América Latina está sedentário em níveis preocupantes. Porém, esse não é um problema somente de países pobres. Os níveis de sedentarismo são mais de duas vezes maiores em nações de renda alta, comparados aos em desenvolvimento. Essa é a realidade, por exemplo, de Alemanha (42,2%), Estados Unidos (36%) e Inglaterra (36%). Uma explicação para isso, diz o estudo, é que, em países ricos, os empregos, os meios de recreação e de transporte estão mais focados na tecnologia e, por isso, exigem pouco esforço físico.

Mas o mais importante disto tudo, é o peso que o sedentarismo representa aos sistemas de saúde, especialmente dos países em desenvolvimento. Fazendo com que o custa da doença sobreponha aos investimentos em saúde.

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