Artigos . Coração carente

18/06/2018

Um novo estudo do Hospital Abert Einstein de São Paulo apontou um grande problema de saúde pública. A falta de condições da população de enfrentar o frio mais intenso está causando mortes por problemas cardíacos desencadeados pelas baixas temperaturas.

Durante sete anos os pesquisadores do hospital registraram um aumento de 30% nas internações por insuficiência cardíaca no inverno em relação ao verão. E também um aumento de 16% devido a infartos agudo do miocárdio. Para tal registro foi analisado 130.000 laudos de internações em hospitais públicos. O pesquisador que conduziu o estudo, o médico Eduardo Pesaro, explica; o frio contrai os vasos sanguíneos, aumenta a adrenalina e a pressão arterial um fator de risco para doenças cardíacas, mas não é só isto que o inverno pode causar. Os dias mais frios favorecem também doenças como a gripe que pode comprometer pessoas mais vulneráveis. Neste caso, como coração e pulmão trabalham juntos, o que acontece é que se o pulmão esta doente, ele sobrecarrega o coração, e se esta pessoa já é portadora de insuficiência cárdica, ela será muito mais afetada.  E ainda, as viroses tem a possibilidade de inflamar as artérias, fazendo com que algumas placas ali existem se rompam, desencadeando assim mais uma possibilidade de um infarto.

Mas uma outra circunstância levantada pelos pesquisadores para o aumento das internações esta ligada as condições de vida da população, que não esta preparada para situações de frio, e tendo como locais mais críticos, os bairros mais pobres. Muitos outros estudos mundiais já relacionaram a queda da temperatura a doenças cardíacas onde o inverno é rigoroso, como no Canadá onde uma queda de 10 graus na temperatura esta associada a 7% de risco de internações em idosos cardíacos. Já nos Estados Unidos o aumento do risco de infarto aumenta em 53% no inverno. Mas aqui no Brasil segundo o médico que coordenou a pesquisa é realmente a falta de condições para enfrentar as baixas temperatura que causa o problema, já que, a diferença de temperatura em alguns estados, como o de São Paulo por exemplo é de apenas 5 graus. Esta carência é que faz mal ao coração.

Então não se deve passar frio. Especialmente os idosos e pessoas que já tiveram doenças cárdicas, ou aqueles que apresentam maior risco desta patologia. O importante é buscar a melhor e mais acessível forma de se proteger dentro das possibilidades que lhe é disponível. Assim alerta o medico e autor do estudo Eduardo Pesaro.

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