Artigos . Sobrevida

08/10/2018

Mais uma notícia esperançosa se deu no último dia primeiro de outubro. Dois pesquisadores foram agraciados com o Prêmio Nobel de Medicina, por um estudo que pode mudar a conduta para o tratamento de alguns tipos de câncer. James P. Allison e Tasuku Honjo desenvolveram pesquisas, separadamente, sobre duas proteínas produzidas por tumores; a CTLA-4 e a PD-1, que paralisam o sistema imune do paciente durante o tratamento de câncer.

Como os tumores produzem tais proteínas chamadas de checkpoints  bloqueando o linfócito T, que é a célula mais importante do sistema imune. Os pesquisadores usaram as drogas pesquisadas para retirar este bloqueio e recuperar o poder de ataque dos linfócitos contra o tumor, assim o sistema de defesa do corpo volta a trabalhar neste caso. Em 1994 Allison, da Universidade do Texas, realizou o primeiro experimento em ratos, que ficaram curados após o tratamento. Desde então ele vem buscando aperfeiçoar esta conduta. Já em 2010, outro estudo mostrou efeitos relevantes em pacientes com melanoma (câncer de pele) avançado, que não haviam sido observados antes. Já o imunologista Honjo, da Universidade de Kyoto, estudou a outra proteína, a PD-1, que também atuava sobre os linfócitos T, só que de forma diferente. Os resultados para a pesquisa de Honjo foram expressivos, com remissão a longo prazo e até a possível cura em alguns pacientes com câncer metastático (quando há propagação da doença para outras partes do corpo), uma condição que antes era considerada basicamente intratável. Estão sendo produzidas pesquisas importantes combinando imunoterapias entre si e as imunoterapias com quimioterapias. No Brasil, o tratamento com imunoterapia inibidora de checkpoints, já é utilizado em pacientes com câncer em estado avançado, há cerca de quatro anos. No país, existe uma droga que bloqueia a CTLA-4 e outras cinco que atuam sobre a PD-1.  Este procedimentos são utilizadas em pessoas que não responderam a outros tratamentos. Dando assim um ganho de sobrevida global em tumores graves como melanoma, câncer de pulmão, de bexiga, de rim, de cabeça e pescoço, linfoma e gástricos também. São drogas que hoje fazem parte do dia a dia em várias situações importantes com tumores graves e muito avançados, trazendo menores efeitos colaterais que a quimioterapia tradicional.

Cientistas já tentavam acionar o sistema imune para lutar contra o câncer há mais de 100 anos, por isso a descoberta destes dois estudiosos para a medicina é um marco histórico.

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